Bolsas europeias em alta pendentes da evolução dos juros das dívidas soberanas

Mercados europeus começaram a sessão com dúvidas, na expectativa da evolução dos futuros dos principais índices norte-americanos, que subiram ligeiramente, "numa onda de pessimismo" gerada pela possibilidade de as taxas se manterem elevadas durante mais tempo do que o previsto.
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As principais bolsas europeias estavam em alta esta quarta-feira, pendentes da evolução dos juros das dívidas soberanas, do preço do petróleo, próximo de máximos desde julho de 2022, e do dólar.

Às 09h05 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a avançar 0,13% para 448,28 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt subiam 0,01%, 0,37% e 0,02%, bem como as de Madrid e Milão, que se valorizavam 0,30% e 0,15%, respetivamente.

Depois de abrir em baixa, a Bolsa de Lisboa invertia a tendência, estando às 09h05 o principal índice, o PSI, a subir 0,28% para 6 118,82 pontos.

Além da evolução dos juros das dívidas soberanas e do preço do petróleo, próximo de máximos desde julho de 2022, os mercados europeus começaram a sessão com dúvidas, na expectativa da evolução dos futuros dos principais índices norte-americanos, que subiram ligeiramente, "numa onda de pessimismo" gerada pela possibilidade de as taxas se manterem elevadas durante mais tempo do que o previsto ou de haver mesmo novas subidas, segundo os especialistas da XTB.

Do outro lado do Atlântico, a bolsa de Wall Street também terminou com perdas acentuadas de mais de 1%, depois da divulgação de dados piores do que o esperado sobre as vendas de casas e a confiança dos consumidores nos EUA e quando existe a perceção de que a Reserva Federal dos EUA (Fed) vai manter as taxas de juro em níveis elevados durante mais tempo.

O pessimismo do mercado faz-se sentir não só nas ações, mas também no rendimento fixo, onde a liquidação está a provocar a queda dos preços da dívida e a subida dos juros.

As obrigações soberanas abrandaram ligeiramente esta quarta-feira, mas continuam em máximos da década.

O rendimento da dívida dos EUA a dez anos situa-se em 4,509% e o da Alemanha em 2,788%.

O Brent, o petróleo bruto de referência do Velho Continente, está a subir 0,65% para 94,55 dólares.

A agenda macroeconómica desta quarta-feira inclui a publicação do índice de confiança dos consumidores GfK na Alemanha, bem como os mesmos dados do instituto de estatística francês, enquanto nos EUA serão publicadas as encomendas de bens duradouros.

Na terça-feira, a bolsa de Wall Street fechou em baixa, com o Dow Jones a descer 1,14% para 33 618,88 pontos, contra o máximo desde que foi criado em 1896, de 36 799,65 pontos, registado em 4 de janeiro de 2022.

O Nasdaq terminou a recuar 1,57% para 13 063,61 pontos, contra o atual máximo, de 16 057,44 pontos, verificado em 16 de novembro de 2021.

A nível cambial, o euro abriu a valorizar-se no mercado de câmbios de Frankfurt, mas a cotar-se a 1,0570 dólares, contra 1,0560 dólares na terça-feira, um mínimo desde março.

O barril de petróleo Brent para entrega em novembro abriu a subir no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar-se a 94,62 dólares, um máximo desde julho de 2022, contra 93,96 dólares na sessão anterior.

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