O Brasil registou um 'superávit' comercial recorde de 45,51 mil milhões de dólares (41,69 mil milhões de euros), mais 32,9% do que nos primeiros seis meses de 2022.
Este resultado é o maior para o período desde que o indicador começou a ser medido em 1989, informou o Governo brasileiro na segunda-feira.
O bom resultado até junho levou o Governo a elevar sua projeção para o 'superávit' comercial do Brasil neste ano para 84,7 mil milhões de dólares (77,6 mil milhões de euros), o que, a acontecer, seria histórico.
O saldo positivo na diferença entre as exportações e importações do país previsto para 2023 é 37,7% superior ao registado em 2022, quando o Brasil obteve um excedente, também recorde, de 61,52 mil milhões de dólares (56,37 mil milhões de euros)
Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, o 'superávit' comercial no primeiro semestre do ano foi resultado da diferença entre exportações recordes de 166,15 mil milhões de dólares (152,22 mil milhões de euros) e importações de 120,63 mil milhões de dólares (110,52 mil milhões de euros)
Enquanto as exportações aumentaram 1,3% nos primeiros seis meses de 2023 em comparação com o primeiro semestre do ano passado, as importações diminuíram 7,1%.
As exportações que mais cresceram foram as de produtos agrícolas, com um aumento de 7% no primeiro semestre do ano, destacando-se produtos como a soja.
O principal destino foi a China, que representou 50,7 mil milhões de dólares (46,45 mil milhões de euros). As exportações para a Europa no semestre totalizaram 29,37 mil milhões de dólares (26,91 mil milhões de euros), dos quais 23 mil milhões para os países da UE.
O terceiro maior destino foram os Estados Unidos (17,27 mil milhões de dólares) e o quarto a Argentina (9,47 mil milhões de dólares).