Cabeleireiros e institutos com roupa e calçado exclusivo

Estabelecimentos de beleza abrem na próxima segunda-feira, com novas regras
Publicado a

Os funcionários dos cabeleireiros e salões de beleza vão estar obrigados a usar roupa e calçado de utilização exclusiva no local de trabalho. Estes materiais deverão ser, de preferência descartáveis, para substituição entre clientes, mas, não o podendo ser, deverão ser lavados diariamente a 60 graus.

Estas são algumas das recomendações do 'Documento de Compromisso do Setor', que estabelece as regras para o reinício da atividade, a partir da próxima segunda-feira, com base nas orientações da Direção-Geral da Saúde. E resulta do protocolo de cooperação assinado entre a DGS e a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal.

Além da obrigatoriedade dos estabelecimentos disporem de um plano de contingência para a covid-19, estes poderão "recusar a entrada de pessoas que apresentem sintomas compatíveis" com a doença. Cada estabelecimento terá de implementar medidas que assegurem um limite no número de pessoas na loja e de afixar, na porta, um aviso com os condicionalismos em vigor. Os clientes só podem ser atendidos por marcação prévia, e terão de aguardar no exterior. A porta deverá estar aberta para minimizar o toque nos puxadores, mas, se tal não for possível, terá de ser higienizada após cada utilização. À entrada terá de haver uma solução antisséptica de base alcoólica para os clientes, que deverão ser "incentivados ao seu uso", designadamente através da afixação de pósteres disponíveis no site da DGS.

Há, ainda, orientações específicas para os trabalhadores do sector, que terão de usar, obrigatoriamente, máscara cirúrgica e viseiras, mas, também, roupa de utilização exclusiva dentro das instalações, que deve ser lavada diariamente, ou de batas descartáveis, e de calçado também exclusivo para o salão.

O funcionário deverá lavar ou desinfetar frequentemente as mãos, "sempre que possível à frente do cliente, para mostrar que a higiene é uma prioridade", estando proibido o uso de qualquer adorno, sejam pulseiras, anéis ou relógio. As unhas compridas, "que impedem os profissionais de higienizar adequadamente as suas mãos", devem ser evitadas. Além de manter sempre a distância de segurança, incluindo nas áreas de descanso do salão, os funcionários deverão ter o seu próprio equipamento, designadamente o secador e as escovas, que deverão "descontaminar de forma regular e periódica".

Deverão ser usados, preferencialmente, materiais laváveis, e não partilhar utensílios entre clientes. Os utensílios de uso múltiplo entre clientes, como os pentes, as tesouras ou as máquinas de cortar, terão de ser descontaminados, segundo as instruções do fabricante. "Se a descontaminação não for possível, deverá optar-se por soluções descartáveis, de uso único".

Há que evitar a "utilização desnecessária de utensílios na face do cliente" como, por exemplo, para remover cabelos.

O material de manicura cortante e as tesouras de corte de cabelo devem, além de lavados e desinfetados, ser esterilizados, de preferência por sistema a quente, acima dos 60º de temperatura.

O salão e todas as superfícies de toque frequente, como a mesa de manicura, os braços das cadeiras, os interruptores, os manípulos de portas, terminal de Multibanco, etc, deverão ser higienizados e desinfetados com maior frequência, sendo que os cabos dos secadores, as cadeiras, as calhas de lavagem e outros utensílios de uso comum terão de ser desinfetados, com álcool a 70% ou com toalhetes humedecidos num desinfetante compatível, antes do atendimento a um novo cliente.

Em espaços fechados, as portas e janelas deverão estar abertas para manter o ambiente "limpo, seco e bem ventilado". Se tal não for possível, os responsáveis do salão deverão assegurar o funcionamento eficaz do sistema de ventilação, como bem a sua limpeza e manutenção.

Já os clientes, terão de higienizar as mãos, com água e sabão ou com uma solução à base de álcool, à entrada e saída do estabelecimento, de respeitar a distância entre pessoas e as regras definidas plo estabelecimento, bem como utilizar máscara e evitar tocar em superfícies e objetos desnecessários. O pagamento deverá ser feito preferencialmente com cartões sem contacto direto, mas, se tiver de pagar em dinheiro, faça-o sempre que possível com o montante certo e desinfete as mãos antes e depois de tocar nas notas e moedas. Saia logo após o pagamento, evitando ficar tempos prolongados no estabelecimento.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt