Caderno Azul era o que faltava na vida portuguesa

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O Caderno Azul, que na realidade são vários dadas as suas diferentes

dimensões está de volta à vida dos portugueses, agora mais moderno mas

com o aspecto tradicional de sempre. Como? Através das papelarias, a

partir do final do mês, altura em que se ficará a saber se serão também

vendidos nas lojas A Vida Portuguesa, sitio onde serão apresentados entretanto dia

19, em Lisboa (Rua da Anchieta, no Chiado) e dia 26, no Porto (Rua

Galeria de Paris, junto aos Clérigos).

O regresso do caderno também

conhecido por Blue Note e que tem estado presente, de forma mais ou

menos visível, na vida dos portugueses há mais de 60 anos, pela mão da

empresa portuguesa Firmo, foi anunciado na feira Paperworld, em

Frankfurt, na Alemanha, em janeiro deste ano.

"A origem do Blue Note remonta aos cadernos comerciais

tradicionais: livros de actas, livros de contabilidade, livro de

contas a receber, etc, que ainda hoje continuam a ser comercializados

com o mesmo aspecto visual e a ter uma procura razoável,

nomeadamente por parte das empresas", explica Rui Carvalho,

administrador executivo da Firmo e neto do fundador da empresa, à publicação online Praça.

A empresa, que recentemente voltou para as mãos da família

Santos Carvalho, colocou no mercado "produtos de papelaria que

ficaram na retina de várias gerações", recorda Rui Carvalho à mesma

publicação, acrescentando o caso "da Sebenta, do bloco Belém, do caderno

Estudos".

Orgulhoso, Rui Carvalho conta que quando a personagem principal do livro Noite do Oráculo, de

Paul Auster, decide dedicar-se à escrita compra um caderno azul

da Firmo, "numa loja no Calhariz, em Lisboa".

"A verdade é que a

papelaria descrita na obra existe e continua a expor dezenas de

cadernos azuis da Firmo", frisa o neto do fundador.

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