Nos últimos anos, como consequência da implementação de estratégias de especialização inteligente regionais, assistimos a um reforço do papel central que as instituições de ensino superior desempenham no desenvolvimento económico e social do país, tendo-se constatado que a sua mobilização pode ter um efeito desproporcionalmente positivo, nomeadamente nas economias regionais onde estão inseridas.
Neste contexto, muitas das atividades de I&D das Universidades e Politécnicos passaram a estar fortemente orientadas para o tecido económico e social das regiões, sendo estas instituições cada vez mais reconhecidas como parceiros privilegiados de empresas e de outras entidades regionais, com as quais cooperam na concretização de projetos e programas.
Contudo, muitas destas instituições continuam a não ter abordagens estratégicas consequentes para alavancar o empreendedorismo de base científica e tecnológica, nomeadamente junto da sua comunidade académica, nem para reforçar as políticas intermunicipais de promoção do empreendedorismo das regiões de influência.
O desenvolvimento de uma parceria estratégica nestes domínios, entre as instituições de ensino superior e as Comunidades Intermunicipais, assume particular relevância no apoio à criação, desenvolvimento e crescimento sustentado de novas empresas, representando uma mais-valia no atual contexto de oportunidades e de desafios que se colocam no âmbito do PRR, do Portugal 2030 e da implementação da Estratégia Nacional para o Empreendedorismo 2026.
Para isso é determinante que as instituições de ensino superior, em estreita relação de proximidade e cumplicidade com os agentes económicos e políticos das regiões de influência, definam a proposta de valor, o compromisso e as competências necessárias para que a comunidade académica possa concretizar os seus projetos inovadores, sendo certo que o seu envolvimento comprometido será determinante para a concretização deste desígnio.
Fica o desafio.