Carolina Masaveu, a terceira acionista de referência da Pescanova, com 7,1% do capital da multinacional de origem galega, alienou esta quarta-feira todas as ações que detinha, a 40 cêntimos cada, noticia hoje o Expansion.
No regresso das ações da Pescanova à negociação em bolsa, depois de quatro anos de suspensão, os títulos perderam mais de 90% do valor da sessão anterior (5,91€) e encerraram a sessão a valer apenas 27 cêntimos. Ou seja, a antiga Pescanova iniciou a sessão a valer 170 milhões de euros e, no final do dia, valia apenas 7,76 milhões de euros.
Mas a investidora que pertence a uma das famílias mais ricas das Astúrias conseguiu vender a 40 cêntimos a totalidade das ações que detinha na multinacional, realizando pelo menos 820 mil euros de mais-valias dado o preço a que adquiriu as ações.
A investidora entrou no capital da Pescanova a partir de agosto de 2013, já depois da suspensão em bolsa, altura em que adquiriu 3,7% das ações. As restantes açõs que lhe deram 7,1% da empresa foram adquiridas em maio de 2014 por pouco mais de 5 cêntimos.
Atualmente, os maiores acionistas da antiga Pescanova são o fundo de investimento Broadbill (11,5%) e o ex-presidente e filho do fundador, Manuel Fernandez de Sousa (7,5%).
Segundo analistas ouvidos pelo Faro de Vigo, quem terá adquirido as ações negociadas esta quarta-feira foram, essencialmente, "investidores institucionais da Nova Pescanova que quiseram juntar um pedaço de participação adicional" e o valor das ações "ainda está muito caro", dado que tais clientes não pretendem pagar "mais de quatro ou cinco cêntimos".