CDU e CDS-PP confirmam pior resultado de sempre em legislativas

PEV e CDS-PP perderam representação parlamentar. PCP ficou com metade dos deputados e não teve mandatos em distritos como Évora e Santarém.
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O PCP e o CDS-PP estão no Parlamento desde 1975 e dos tempos da Assembleia Constituinte. Mas as eleições legislativas deste domingo determinaram um resultado histórico, pela negativa, para as duas forças políticas.

O PCP, enquanto integrante da CDU e da APU, nunca tinha ficado com tão poucos deputados no Parlamento. Na nova legislatura, apenas vão existir seis representantes comunistas, metade daquele que era até agora o pior desempenho em legislativas: 12 mandatos, em 2019 e 2002.

A perda de votos foi tão significativa que o Partido Ecologista Os Verdes (que pertence à coligação CDU) não terá qualquer elemento na próxima constituição da Assembleia da República.

Mesmo com o pior resultado de sempre, a CDU ainda conseguiu fechar as eleições com mais deputados eleitos do que o Bloco de Esquerda, que ficou com cinco mandatos apesar de tido mais 3600 votos do que a coligação encabeçada por Jerónimo de Sousa.

A última noite foi ainda pior para o CDS-PP, outro dos partidos fundadores da democracia portuguesa. Confirmaram-se as piores projeções e os centristas ficaram sem representação parlamentar. Até agora, o pior desempenho de sempre do CDS-PP tinha ocorrido em 1991 e em 2019, com cinco mandatos. Com os resultados apurados, Francisco Rodrigues dos Santos demitiu-se da liderança do partido.

De uma só vez, o Parlamento perdeu dois partidos. A última vez que uma força política tinha saído da Assembleia da República fora em 1995, quando o Partido da Solidariedade Nacional ficou sem o representante eleito quatro anos antes.

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