António Costa confirmou que o ministro das Finanças, Mário Centeno, poderá vir a ser o sucessor de Christine Lagarde na liderança do FMI. Em entrevista à Rádio Observador, o primeiro-ministro admitiu a hipótese, apesar de frisar que esse não é um objetivo pessoal de Centeno, nem do Governo português. "O objetivo que temos é no âmbito da União Europeia, com objetivos precisos", explicou Costa, admitindo, contudo, que Mário Centeno terá apoio do Executivo para "qualquer cargo internacional".
Sobre a posição portuguesa em Bruxelas, António Costa afirmou que já conversou com a nova presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, eleita terça-feira após aprovação do Parlamento Europeu. O primeiro-ministro português indicou que vai apresentar dois candidatos, um homem e uma mulher, para a pasta que for entregue ao país. Mário Centeno estará praticamente fora de hipótese para o cargo de comissário europeu.
Na mesma entrevista, Costa falou de objetivos para a próxima legislatura, admitindo aumentar as deduções no IRS em função do número de filhos. "Vamos ter medidas com impactos concretos", explicou, admitindo desdobrar escalões e aumentar a progressividade. Para além disso, António Costa pretende “prosseguir a trajetória de redução da tributação sobre o trabalho” e pôr em marcha “a eliminação da sobretaxa e novos escalões para melhorar a progressividade”. As medidas derão ser apresentadas este fim de semana na apresentação do programa eleitoral do PS para as legislativas de outubro.