Centeno: Plano B não passa por cortes em pensões ou mais impostos diretos

Eventual plano B manterá tónica na equidade fiscal e proteção de rendimentos, sem cortes nas pensões ou aumento de impostos diretos, diz Centeno
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"Como diria um grande autor português: hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas." Foi desta forma que Mário Centeno definiu o futuro pós aprovação do Orçamento do Estado para 2016. Mas mesmo depois desse dia, certo é que pode aparecer o tal plano B que Bruxelas exige que o governo tenha em carteira.

Em reação à primeira ronda de perguntas no Parlamento, o ministro das Finanças abordou então as medidas que o Eurogrupo solicitou ao executivo que tivesse em carteira para a eventualidade de virem a ser necessárias ao longo do corrente ano.

Assim, e segundo explicou Centeno, "o governo português tem que ter medidas preparadas para quando for necessário", medidas essas que, detalhou, "não têm obrigatoriamente que ser anunciadas ou mesmo realizadas".

O governante abriu ainda um pouco o jogo sobre as mesmas: "Vão ser na mesma linha que acabámos de referir: equidade fiscal, de devolução de rendimentos, sem cortes nas pensões, nos salários ou aumento de impostos diretos", assegurou.

Inverter emigração

Segundo o ministro das Finanças, atualmente "o grande desafio" que Portugal enfrenta "é o de inverter a tendência de redução da população ativa por causa da emigração, emigração que tem incidido em particular na população mais jovem, entre os 25 e 0s 35 anos, onde perdemos 250 mil portugueses em apenas quatro anos", salientou.

Centeno defendeu ainda que o reforço do "investimento também em educação, é também uma marca deste OE, com políticas mais justas do ponto de vista social".

O ministro das Finanças apontou então que "hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas".

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