CeNTI dá uma mão às empresas na digitalização

Centro de tecnologia é parceiro de um projeto europeu de oito milhões para aplicação de eletrónica flexível.
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Empresas interessadas em adotar eletrónica flexível às produções - por exemplo, aplicar dispositivos nos têxteis para fins terapêuticos ou de bem-estar do utilizador - podem recorrer, até dezembro de 2022, ao CeNTI-Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes.

Os serviços disponíveis estão listados no marketplace do projeto europeu, designado por SmartEEs2, que junta 14 entidades de nove países, entre os quais Portugal, dispondo o consórcio de oito milhões de euros para "desenvolver ações de aceleração da transição digital na indústria", de acordo com o CeNTI, a única entidade portuguesa envolvida.

Em causa podem estar ideias como a de aplicar um dispositivo de base têxtil que permite aliviar a dor do pulso, ou produzir uma camisola que monitoriza a postura durante a utilização da bicicleta, ou ainda obter um equipamento desportivo que emite luz, avança a instituição. A ideia é "tornar os objetos inteligentes, conferindo-lhes propriedades e funcionalidades" cuja informação é passível de ser partilhada com o utilizador.

O projeto está direcionado para dar às empresas condições para criarem novos produtos, processos e soluções, sempre ligados à eletrónica flexível, e assim gerarem "novas respostas tecnológicas, fomentando com isso o crescimento dos negócios e a competitividade global da indústria", dizem os promotores do centro sediado em Vila Nova de Famalicão.

Ao CeNTI compete "sensibilizar e captar as empresas que pretendam adotar a eletrónica flexível", e dar-lhes formação e suporte no desenvolvimento do produto, na sua testagem e na sua produção.

Por outro lado, o centro de investigação fica encarregado de gerir "os projetos de curta duração que são suportados financeira e tecnologicamente pelo Projeto SmartEEs2.

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