Quando ficou encarregue do destino da TAP, Christine Ourmières-Widener teve a promessa de poder vir a receber um bónus que poderia ser de até três milhões de euros, caso cumprisse os objetivos do plano de reestruturação.
Agora o Jornal Económico (conteúdo pago) - que teve acesso ao contrato assinado entre a companhia e a atual presidente - revela que esse pagamento pode não acontecer, uma vez que está sujeito a aprovação pela assembleia geral da transportadora, o que nunca aconteceu.
O bónus está previsto no contrato da CEO da TAP, em que a sua cláusula diz expressamente que tem de ser ratificado.
O que de acordo com a CNN Portugal nunca chegou a acontecer, mas a existência deste contrato demonstra que o Estado através dos ministérios das Infraestruturas e das Finanças tiveram conhecimento do salário dos administradores. Falta agora saber se o Estado - como acionista da TAP - vai pagar o bónus prometido. Ou se tudo acabará em tribunal.
Por seu turno, o advogado Rogério Alves (que falava num painel da CNN e citado pelo Jornal Económico) considera que "o acordo é válido intrinsecamente, mas falta-lhe uma condição para entrar em vigor. É um acordo bloqueado, que depende, na sua efetividade, de uma condição que não existiu. Isto politicamente tem um custo". E diz, que aqui não se trata apenas de faltar retificação e sim da falta da aprovação da assembleia geral da TAP.