Em novembro o gestor tinha sido mandatado pelo conselho de administração para estudar uma possível fusão entre a Oi - onde a PT SGPS tem 25,6% - e a TIM Brasil, controlada pela operadora italiana.
A Oi quer participar no movimento de consolidação das telecomunicações no Brasil, tendo vendido a PT Portugal à Altice por 7,4 mil milhões de euros, montante que, de acordo com o determinado nas assembleias gerais de obrigacionistas, só poderá ser usado ou para participação na consolidação ou para reduzir o seu nível de endividamento. Bayard Gontijo, CEO da Oi, já admitiu que "não há preconceito" na forma como a empresa poderá participar nessa consolidação, seja pela compra de uma fatia da TIM Brasil - com os concorrentes Claro e Vivo - ou por via da fusão.
Se sobre a fusão Patuano foi parco em palavras, o mesmo não foi em relação ao volume de investimento: nos próximos três anos a companhia deverá investir 14,5 mil milhões de euros em rede de fibra em Itália e na melhoria da sua rede móvel no Brasil.
O ano passado as receitas do grupo caíram 7,8%, para 21,6 mil milhões de euros, com o EBITDA a recuar 7,9%, para 8,7 mil milhões de euros.