CEO da Telecom Italia não tem tempo para trabalhar fusão com Oi

"A minha secretária está muito cheia neste momento, por isso, infelizmente não há espaço adicional para outro dossier que é a Oi", afirma Marco Patuano, CEO da Telecom Italia, citado pela Reuters, a conferência telefónica com os analistas.
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Em novembro o gestor tinha sido mandatado pelo conselho de administração para estudar uma possível fusão entre a Oi - onde a PT SGPS tem 25,6% - e a TIM Brasil, controlada pela operadora italiana.

A Oi quer participar no movimento de consolidação das telecomunicações no Brasil, tendo vendido a PT Portugal à Altice por 7,4 mil milhões de euros, montante que, de acordo com o determinado nas assembleias gerais de obrigacionistas, só poderá ser usado ou para participação na consolidação ou para reduzir o seu nível de endividamento. Bayard Gontijo, CEO da Oi, já admitiu que "não há preconceito" na forma como a empresa poderá participar nessa consolidação, seja pela compra de uma fatia da TIM Brasil - com os concorrentes Claro e Vivo - ou por via da fusão.

Se sobre a fusão Patuano foi parco em palavras, o mesmo não foi em relação ao volume de investimento: nos próximos três anos a companhia deverá investir 14,5 mil milhões de euros em rede de fibra em Itália e na melhoria da sua rede móvel no Brasil.

O ano passado as receitas do grupo caíram 7,8%, para 21,6 mil milhões de euros, com o EBITDA a recuar 7,9%, para 8,7 mil milhões de euros.

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