Champions? Não, o jogo mais caro do mundo é já neste domingo

Final dos play-off do Championship que decide, entre Leeds e Southampton, quem joga a Premier League 2024-25 pode significar uma fortuna de 310 milhões de euros para o vencedor.
Leeds United e Southampton disputam jogo que abrirá as portas da Premier League, ganha pelo Manchester City. Foto:Oli Scarff/AFP
Leeds United e Southampton disputam jogo que abrirá as portas da Premier League, ganha pelo Manchester City. Foto:Oli Scarff/AFPLeeds United e Southampton disputam jogo que abrirá as portas da Premier League, ganha pelo Manchester City. Foto:Oli Scarff/AFP
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O Real Madrid-Borussia Dortmund de dia 1 de junho até pode ser a partida mais aguardada do ano porque é a final da Champions League, a principal prova de clubes do planeta, porque coloca frente a frente dois clubes cujos plantéis estão avaliados em 1,04 mil milhões de euros, o dos favoritos espanhóis, e em 465 milhões, o dos surpreendentes alemães, e porque a UEFA distribui perto de 25 milhões em prémios ao ganhador. Mas é a que tem mais dinheiro em jogo? Segundo a consultora financeira Deloitte, não.

O encontro considerado, ano a ano, como o mais valioso do mundo é a final dos play-off da Championship, a segunda divisão inglesa, que atribui o último bilhete premiado de uma lotaria chamada Premier League. O vencedor do duelo, marcado para este domingo às 15 horas, poderá colocar as mãos, segundo cálculos arredondados, em 265 milhões de libras, equivalentes a 310 milhões de euros, só por trocar o segundo pelo primeiro escalão da pirâmide do futebol inglês; o vencido, por sua vez, perde o jackpot e terá de manter o nível de vida remediado do Championship mais um ano. Só em direitos televisivos a diferença entre uma e outra divisões é de 95,63 milhões de euros, segundo o Yorkshire Evening Post.

Ou seja, Real Madrid e Borussia Dortmund, já milionários, não ficarão muito mais ricos, do ponto de vista financeiro, se vencerem dia 1. Já o nortenho Leeds United e o sulista Southampton, os rivais no play-off da Championship deste domingo, jogam 90 minutos pela chave do Euromilhões.  

Para os 310 milhões de euros citados, contribuem, além dos valores repartidos dos direitos televisivos, nacionais e internacionais, outros lucros comerciais atrelados à participação na Premier League. Fora os prémios por mérito, isto é, o dinheiro que a organização distribui pelos clubes de acordo com a posição final alcançada.

O número de patrocinadores - e o volume de investimento deles - também vai aumentar a pique para Leeds ou Southampton, os dois adversários na luta pela chave do Euromilhões do futebol.

No jogo de Wembley, um duelo a que a realeza invariavelmente comparece, além de multidões de adeptos dos dois clubes, o Leeds surge com um plantel avaliado em 205 milhões de euros, segundo o Transfermarkt, e o Southampton, em quase 190 milhões. Para servir de comparação, o plantel do Benfica vale 360 milhões, o do Sporting 330, o do FC Porto 284 e o do Braga 130, logo, os dois competidores de hoje seriam a quarta e a quinta forças do futebol português caso disputassem a Liga nacional.

Não se julgue, porém, que não há talentos nos dois clubes: os Whites têm três atletas avaliados em 18 milhões de euros, mas o mais caro em campo será Taylor Harwood-Bellis, promissor central dos Saints cedido pelo Manchester City, que custa 22 milhões. 

Leeds e Southampton foram terceiro e quarto na fase regular do Championship, respetivamente. Leicester e Ipswich, por sua vez, por se terem classificado nos dois primeiros lugares já estão automaticamente na próxima Premier League - com destaque para o segundo, que subiu no ano passado do terceiro para o segundo escalão, e cujo treinador responsável pelo feito, Kieran McKenna, já está até na shortlist do Chelsea.

Porque no Championship há pérolas, muitas pérolas: basta dizer que no “jogo mais valioso do mundo” do ano passado, jogava no vencido Coventry o mesmo Viktor Gyökeres que se tornou a chave do triunfo leonino no campeonato português seguinte.

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