Chega: "Eleições não são responsabilidade do PR nem de nenhum partido à direita "

André Ventura, líder do Chega, após o encontro com o Presidente da República, defendeu em declarações aos jornalistas, que 16 de janeiro seria uma "data aceitável" para eleições legislativas antecipadas.
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O presidente do Chega, André Ventura, considera que a possibilidade de Portugal ir para eleições legislativas antecipadas não é uma questão que seja "responsabilidade" do Presidente da República ou dos partidos de direita, mas da rutura entre a esquerda.

"As eleições não são responsabilidade do Presidente da República nem de nenhuma partido à direita mas do cimento que unia" à esquerda que ruiu, disse André Ventura aos jornalistas após o encontro com Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações transmitidas pela RTP3.

O líder do Chega defende que o País atravessa um "contexto de urgência", que exige que haja "uma solução o mais rápido possível", ou seja, "ter eleições o mais rápido". Ventura considera assim que 16 de janeiro de 2022 é uma "data aceitável" para que o País vá a votos.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, está neste sábado a receber os partidos com assento parlamentar para discutir a dissolução do parlamento e da data das eleições antecipadas após o chumbo da proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano.

O Chega foi o segundo partido recebido nesta tarde por Marcelo Rebelo de Sousa. A Iniciativa Liberal foi o primeiro partido. João Cotrim Figueiredo transmitiu ao Presidente da República, de acordo com a Lusa, o desejo de que as eleições antecipadas não ocorram "antes de 30 de janeiro", para permitir que haja um "campo de jogo equilibrado entre todas as forças políticas.

O líder da Iniciativa Liberal afirmou que manifestou a Marcelo Rebelo de Sousa que o "parlamento deve ser dissolvido, na medida em que já não há uma solução política estável que deste parlamento possa sair".

"Relativamente à data, defendemos (...) que não deveria ocorrer antes de 30 de janeiro por motivos de interesse nacional", disse.

Cotrim de Figueiredo invocou duas razões para que as eleições não tenham lugar antes dessa data, começando por defender que se trata de uma "eleição importante e difícil para boa parte das opções que os portugueses têm que tomar", não sendo isso "compatível com uma campanha eleitoral demasiado curta e em cima da época natalícia".

"Em segundo lugar, porque há a necessidade de haver um campo de jogo equilibrado entre todas as forças políticas que se venham a apresentar a sufrágio. O que significa que não só aqueles partidos que estejam em processo de alteração de liderança interna, mas também os partidos que tenham que tomar alterações estratégicos importantes", friso

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