China quer "recriar" laços políticos e económicos com Portugal

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A China quer "recriar" com Portugal laços políticos e económicos com centenas de anos e isso passa pelo "aperfeiçoamento da informação recíproca que os dois países têm um do outro", disse hoje o vice-ministro chinês para a Comunicação Social.

A "China e Portugal têm uma longa relação bilateral histórica, de centenas de anos, e estamos numa era que em temos que recriar estes Laços ao nível político, económico e social", disse Wang Guoqing, que visitou esta manhã a sede da agência Lusa.

Esse objetivo, passa pelo "aperfeiçoamento da informação recíproca que os dois países têm um do outro", acrescentou o governante que assume o pelouro da Comunicação Social no seio do Conselho de Estado chinês.

"Um turista ou um empresário toma a decisão de conhecer um país ou de investimento num país com base na qualidade da informação que tem desse destino", afirmou Wang Guoqing.

De acordo com o vice-ministro, a crise das dívidas soberanas deixou, por outro lado, clara a "interdependência" entre a China e o resto do mundo e, neste momento, "há um grande movimento nas relações de investimento recíproco, com muitos empresários chineses a investirem fora da China e vice-versa".

"Isto muitas vezes começa com uma notícia e queremos cuidar desta fonte de interesse recíproco. Temos que estimular uma relação de informação saudável e favorável aos negócios", reiterou.

O governante chinês anunciou que manterá ainda encontros oficiais esta tarde com os responsáveis governamentais portugueses, sem especificar, com os quais irá analisar a forma como estão a ser aplicados vários protocolos assinados entre os dois países, de forma a permitir ao Executivo chinês decidir se "será necessário algum reforço político em alguma área".

Na visita à sede da Agência Lusa, Wang Guoqing expressou à administração da empresa e à direção de Informação "a importância que o Governo chinês atribui à agência", que "considera um órgão de comunicação social de prestígio, não apenas em Portugal, mas junto da comunidade que fala português em todo o mundo".

"É a Lusa que transmite a essa comunidade o que está a acontecer na China e esta nossa visita tem a importância de reconhecer este facto", disse ainda.

Diário de Notícias
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