China vai ultrapassar EUA e será maior economia do mundo em 2028

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Daqui a 15 anos, a economia chinesa ocupará o lugar dos Estados Unidos como a maior do mundo. O Reino Unido deverá ser a maior economia europeia em 2030, superando a Alemanha. As conclusões constam do relatório anual "World Economic League Table", do Centro de Pesquisa Económico e Empresarial (Cebr, na sigla em inglês), que analisa as atuais 30 maiores economias do mundo, prevendo, ainda, como passará a ser constituído este "Top 30" daqui a 5, 10 e 15 anos.

O relatório aponta para um domínio da China mais tardio do que alguns analistas previam. A maturidade da economia e as condições demográficas desfavoráveis significam uma inevitável desaceleração do crescimento do PIB chinês, que só deverá ultrapassar o norte-americano, pela primeira vez desde 1890, em 2028, ano em que será de 33,5 biliões de dólares (24,4 biliões de euros). Nesse ano, o PIB norte-americano ascenderá a 32,2 biliões de dólares (23,5 biliões de euros).

Ainda em 2028, as notícias não serão animadoras para o Japão, atualmente terceira maior economia do mundo. A política do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe (mais conhecida por Abenomics), que está a emitir mais moeda para potenciar o crescimento económico, deverá dar resultado, mas implica o enfraquecimento do yen. Isto, combinado com condições demográficas desfavoráveis, levará a que o PIB japonês seja ultrapassado pelo PIB da Índia mais cedo do que o previsto, em 1,45%.

Nesse ano, as cinco maiores economias do mundo serão as da China, Estados Unidos, Índia (4,7 biliões de euros), Japão (4,6 biliões de euros) e Brasil (5,1 biliões de euros).

A nível europeu, o melhor desempenho (e o segundo melhor a nível de todo o mundo ocidental), será o do Reino Unido, que termina este ano como a sexta maior economia do mundo. Condições demográficas positivas e menor exposição do que os outros países europeus aos problemas da zona euro, combinados com impostos baixos comparativamente com o padrão europeu, vão potenciar um crescimento mais rápido do que nas restantes economias ocidentais.

Assim, em 2018, o Reino Unido deverá superar França e tornar-se na quinta maior economia. Os britânicos voltarão ao sétimo lugar em 2023 mas, em 2028, a economia britânica será apenas 3% menor do que a alemã e, dois anos depois, o Reino Unido virá mesmo a ocupar o lugar da Alemanha como a maior economia da Europa. Ainda assim, o relatório aponta algumas questões que podem vir a comprometer o crescimento britânico: as exportações, que devem ser reorientadas para os mercados emergentes, os conflitos com a Escócia e a relação com o resto da Europa, que deve ser melhorada.

No entanto, ressalva o relatório, as perspetivas de crescimento da economia alemã seriam muito melhores caso existisse uma rutura do euro. Neste caso, a Alemanha não seria ultrapassada pelo Reino Unido. Assumindo que a moeda única se mantém, a economia alemã cairá para o sexto lugar das maiores do mundo em 2023. A queda da economia francesa, atualmente a quinta maior a nível mundial, será mais acentuada: em 2028, será a 13ª maior do mundo. Também Itália cairá vários lugares, para o 18º em 2028.

Este ano, só haverá duas mudanças no top 20 das economias mundiais: a Rússia vem ocupar a oitava posição de Itália, arrastada pela recessão, e o Canadá passa a ser a décima maior economia, ultrapassando a Índia. Abaixo do limiar das 20 maiores economias, as mudanças são mais expressivas: o Irão cai da 21ª para a 30ª posição, enquanto a África do Sul abandona a lista das 30 maiores economias (passando a ocupar a 33ª posição), afetada por greves, crescimento lento e um enfraquecimento da sua moeda.

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