A famosa fotógrafa norte-americana mas também realizadora e artista foi convidada pela marca de maquilhagem MAC para criar a sua mais recente campanha.Composta por três imagens distintas, a campanha da MAC quer comunicar três novas linhas de batons, eyeliners e sombras.A também artista Cindy Sherman, que ganhou nome a manipular imagens, na sua maioria aquelas em que ela era a modelo, surge agora com três imagens em que o excesso de maquilhagem é bem a sua assinatura. Uma assinatura que começou cedo. Cindy Sherman nasceu em Glen Ridge, nos arredores de Nova Iorque, há 57 anos. Mudou-se anos mais tarde com a família para a cidade de Huntington, em Long Island. O pai era engenheiro mecânico e a sua mãe professora, ambos determinantes no seu interesse pela arte. "Os meus pais tinham lá em casa um livro com centenas de pinturas que eu adorava e onde estavam Dali e Picasso", conta a fotógrafa, que em criança pensava que ser artista era fazer caricaturas.Frequentou a State University College de Buffalo, onde estudou pintura, mas rapidamente se aborreceu por causa das limitações do género. Foi aí que se virou para a fotografia, tendo conhecido um artista extremamente importante para o seu trabalho: Robert Longo.Mas foi juntamente com um outro artista, Charles Clough, que formou a Hallwalls, um espaço independente de artistas onde se realizam exposições.Cindy Sherman formou-se em 1976, e mudou-se para Nova Iorque, onde começou a tirar fotos de si própria, sendo o Untitled Film Still um dos seus mais reconhecidos trabalhos. Um ano depois cedeu o seu lugar de modelo a várias actrizes de filmes de série B, enfeitando-as com roupa, acessórios, asas, chapéus... elementos que serviam para compor vários tipos de personagens ficcionais.Cindy Sherman mudou-se definitivamente para Nova Iorque, cidade onde desenvolveu o grosso do seu trabalho, e onde passou pela revista Artforum (1981), tendo ao fim de pouco tempo incompatibilizado com a sua editora.Seguiu-se uma fase (1985 a 1989) no seu trabalho público em que não surge como modelo das suas fotos, imagens grotescas, em tons de azul, cinzento e negro. É a fase em que Sherman aplica partes de bonecas, partes postiças do corpo humano, e até vómito. Nasceu assim um dos seus mais conhecidos trabalhos, o Film Stills.Sherman viajou pelo mundo, conheceu museus, galerias, contactou com artistas de outras nacionalidades e experiências. E em 1992 fez a série de fotografias Sex Pictures, onde esteve completamente ausente enquanto modelo, optando por usar pedaços de bonecas e próteses em posições sexuais. O objectivo era chocar.A fotógrafa esteve casada durante mais de 16 anos com o produtor de vídeos Michel Auder, período durante o qual experimentou a realização de filmes - Office Killer, com Jeanne Tripplehorn.Sherman publicou livros, fez exposições e vendeu obra, uma delas um auto-retrato de 1981, vendido em leilão por 2,7 milhões de euros, batendo o recorde dos valores mais altos pagos por uma fotografia.