CIP diz que "não há linhas vermelhas" para acordo de rendimentos

O presidente da CIP, António Saraiva, volta a defender a redução do IRC. A descida de cada ponto percentual da taxa tem um impacto na receita de cerca de 100 milhões de euros.
Publicado a

O presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, disse esta sexta-feira que "não há linhas vermelhas" para o acordo de competitividade e rendimentos, em discussão em sede de Concertação Social, reiterando a importância da redução do IRC.

"Não há linhas vermelhas" para o acordo de rendimentos, afirmou António Saraiva à margem da conferência "O Desafio da Produtividade na Economia Portuguesa", que decorre esta sexta-feira no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. O que a CIP tem proposto, continuou, "é que o acordo se designe acordo de competitividade e rendimentos, precisamente para, melhorando os fatores de competitividade, possamos, como desejamos sempre, melhorar os rendimentos sustentadamente".

Segundo o presidente da CIP, o caderno de encargos da confederação carrega oportunidades para "essa melhoria dos fatores de competitividade", tendo nomeado a política fiscal - estabilidade e redução da carga fiscal -, incluindo do Imposto sobre Rendimentos Coletivos (IRC).

"Obviamente que o IRC, até por uma questão de coerência, temos de, tendencialmente, o reduzir com a sustentabilidade das contas públicas", explicou o responsável, pedindo que "se cumpra a reforma do IRC".

O ministro da Economia, António Costa Silva, defendeu, na quarta-feira, que uma redução do IRC transversal a todas as empresas seria "um sinal extremamente importante para toda a indústria" e "extremamente benéfico" face à atual crise, tendo o ministro das Finanças, Fernando Medina, remetido uma posição para o final das negociações.

A redução de cada ponto percentual da taxa tem um impacto na receita de cerca de 100 milhões de euros.

António Saraiva abordou ainda as tributações autónomas, o reporte de prejuízos fiscais e o 'goodwill' das empresas nos atos de aquisição e fusão de empresas.

Nesse sentido, o presidente da CIP referiu que estas são fundamentais porque tem de se "promover fusões e concentrações" para que se ganhe escala.

Segundo António Saraiva, esses elementos, a par da estabilidade parlamentar e de um acordo de Concertação Social, são fundamentais para que se atinjam os objetivos de dimensão, inovação e internacionalização.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt