Cofina: Há negociações para comprar TVI mas ainda sem acordo

A Cofina deverá fechar a compra da TVI para a semana. O negócio deverá ser fechado por cerca de 225 milhões de euros, menos dívida.
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As negociações da Cofina com a Prisa para "uma possível compra" da participação desta última no Grupo Media Capital, dona da TVI, continuam a decorrer, mas permanecem sem qualquer acordo, foi comunicado ao mercado.

"A Cofina, em resposta a uma solicitação dirigida pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários [CMVM], informa que continuam a decorrer negociações com a Promotora de Informationes, S.A. ('Prisa'), sem que exista qualquer acordo, relativas à potencial aquisição da participação da Prisa no Grupo Media Capital", lê-se no comunicado remetido ao mercado.

A dona do Correio da Manhã esclareceu ainda que prestará ao mercado os esclarecimentos adicionais "que se justifiquem, face a quaisquer desenvolvimentos nas negociações com a Prisa".

A Cofina deverá fechar a compra da TVI para a semana e com o grupo dono do Correio da Manhã vai o empresário dono da Douro Azul Mário Ferreira e o banco espanhol Abanca. O negócio deverá ser fechado por cerca de 225 milhões de euros, menos dívida, e passa por um aumento de capital na Cofina, avançou o Expresso na sexta-feira.

A concretizar-se o negócio por este montante, o valor é substancialmente abaixo dos 440 milhões oferecidos pela Altice para a compra do grupo Media Capital, numa época em que a TVI lidera as audiências de televisão em Portugal. Desde fevereiro que a estação de Queluz perdeu a liderança para a SIC.

Os bancos Santander e o Société Générale serão os financiadores desta operação, que passará ainda por um aumento de capital no grupo Cofina a rondar os 80 milhões, através do qual irão entrar dois novos acionistas no grupo dono da CMTV: o banco espanhol Abanca e o empresário Mário Ferreira. A 14 de agosto a Cofina confirmou estar em negociações exclusivas com a Prisa para a compra da Media Capital, tendo os dois grupos 30 dias para fechar um acordo, prazo que poderia ser prolongado pelas partes. O mesmo deverá ficar concluído já na quarta-feira.

Para financiar esta operação, Paulo Fernandes deverá aumentar a sua posição na Cofina, através de um investimento de mais de 20 milhões, valor semelhante ao que irá avançar Mário Ferreira, diz o semanário Expresso. Os outros acionistas da Cofina deverão participar no aumento de capital, mas verão a sua posição diluída. Paulo Fernandes, Mário Ferreira e Abanca deverão controlar a Cofina, passando a deter 51% do grupo.

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