A Cofina quer negociar com a Prisa alterações ao contrato para a compra da TVI "de forma a restabelecer um equilíbrio das prestações recíprocas conforme com os princípios da boa-fé", comunicou o grupo de Paulo Fernandes ao mercado.
O grupo dono do Correio da Manhã considera que o contrato firmado com a Prisa para a compra de 100% da Vertix, que controla o grupo Media Capital, celebrado a 20 de setembro, "não caducou por efeito insucesso do aumento de capital da Cofina, cujo prospeto foi objeto de divulgação no passado dia 17 de fevereiro, razão pela qual não são devidos os 10 milhões de euros".
"Não obstante, a Cofina enviou à Prisa, em 12 de março p.p., uma notificação de resolução do Contrato (na base de fundamentos que oportunamente serão objeto de divulgação pública), condicionada a que, no prazo de sete dias, a Cofina e a Prisa não venham a acordar numa modificação do Contrato de forma a restabelecer um equilíbrio das prestações recíprocas conforme com os princípios da boa-fé", diz ainda o grupo.
Mário Ferreira, dono da DouroAzul, empresário interessado em participar no aumento de capital mostrou-se surpreendido com a decisão, tendo dito publicamente que a retirada da oferta era uma decisão "unilateral" do grupo Cofina e dos seus acionistas.
A comunicação feita esta sexta-feira pela Cofina parece indicar a vontade do grupo de media português de manter viva a negociação para a compra da TVI, com um novo acordo que, dizem, "restabeleça um equilíbrio das prestações recíprocas conforme com os princípios da boa-fé".