Combustíveis de baixo carbono querem alistar-se na guerra da descarbonização

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Nova plataforma apresentada, hoje, em Lisboa, reúne oito organizações da cadeia de valor do setor e defende os combustíveis de baixo carbono como alternativa aos veículos elétricos na batalha pela descarbonização dos transportes. A meta é a descarbonização total dos transportes em 2050.

A Plataforma para Promoção dos Combustíveis de Baixo Carbono (PCBC), apresentada, hoje de manhã, em Lisboa, concorda em pleno com o "destino", mas acredita que existem outros caminhos para o alcançar, além da eletrificação dos veículos. Quais? Através da via alternativa dos biocombustíveis e combustíveis sintéticos, contemplados na nova plataforma que, para já, reúne oito organizações portuguesas que operam na cadeia de valor dos combustíveis: ABA, ACP, ANAREC, ANECRA, APETRO, APOREB, APPB e EDIP. Numa altura em que o preço dos combustíveis dispara devido à guerra na Ucrânia, a PCBC quer alistar-se no combate pela neutralidade carbónica.

António Comprido, presidente da APETRO, foi o primeiro a usar da palavra e fez questão de sublinhar o caráter "inclusivo" de uma plataforma que quer "fazer parte do processo". Mas, segundo explicou, seria desejável que "não se endeusassem determinadas soluções (como os veículos elétricos) e se diabolizassem outras, como os combustíveis de baixo carbono". Uma alternativa com "muitas vantagens" e que carece de "regulamentação para poder chegar ao mercado a preços acessíveis aos cidadãos".

Endeusar vs diabolizar

O mote estava dado. E António Comprido passou a explicar as vantagens desta solução alternativa. Desde logo, recorrendo ao facto de esta poder ter efeitos imediatos, uma vez que pode "aproveitar as infraestruturas existentes e não obriga as pessoas a mudar de veículo". Apesar de o número de vendas de veículos elétricos estar em pleno crescimento, "colocado em perspetiva com o atual parque automóvel", será ainda um processo lento rumo ao objetivo europeu da descarbonização em 2050.

Na mesma linha de raciocínio, João Mendes Dias, da ACP, complementou o quadro do atual parque automóvel nacional. Segundo revelou, a média de idade, em Portugal, "é de 13,2 anos - 12% mais elevada do que a média europeia". Mas não só: "62% dos veículos tem mais de 10 anos, o que corresponde a 3,3 milhões de automóveis".

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