Como a pesquisa no Facebook pode ajudar as marcas

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Agora que a pesquisa no gráfico social do Facebook já está a funcionar para os utilizadores em inglês, as marcas e pequenos negócios começam a investigar: como é que isto pode ajudar na estratégia de marketing?

O Facebook forneceu muito pouca informação do ponto de vista das empresas, estando neste momento mais concentrado em explicar aos utilizadores para que serve e como funciona a pesquisa. Acima de tudo, tentando que não se assustem com receios de que a sua privacidade seja comprometida.

No entanto, as marcas terão grandes benefícios com o lançamento deste motor de busca interno. Principalmente as menos conhecidas e as que têm apenas relevância local. Eis alguns dos pontos a que deve estar atento para quando a pesquisa for lançada em Portugal:

1. Preparação

Para aparecer bem posicionada numa pesquisa, a página da marca deve ter as informações corretas. O tipo de empresa deve estar bem categorizado (é um restaurante ou uma livraria?), a morada deve estar completa e outras informações relevantes, como o facto de estar aberto 24 horas, devem estar presentes. A secção "Sobre" é fundamental. Porquê? Se alguém procurar por uma pizaria aberta ao sábado de manhã numa zona específica, adivinhe onde o motor de busca vai desencantar esta informação.

2. Investigação

A primeira coisa que uma empresa quererá fazer é pesquisar sobre os seus fãs. A segunda é sobre os fãs das marcas concorrentes. É aqui que isto se torna interessante: as campanhas de marketing poderão ser afinadas de acordo com este conhecimento, se perceber que a marca concorrente tem muitos fãs no Porto e a sua não.

3. Interação

O motivo pelo qual as pequenas empresas podem beneficiar mais com o motor de busca social é que os resultados são personalizados (diferentes) para cada utilizador. Em primeiro lugar, vão aparecer as marcas de que os amigos gostam, partilham e comentam. Ou seja: se uma marca souber interagir com os seus fãs e criar 'buzz' positivo, a própria interação no Facebook será um anúncio virtual para a marca. Pelo contrário, as marcas que conquistaram milhares de "gostos" à custa de concursos ou comprando a empresas especializadas, não vão conseguir aparecer nas pesquisas do gráfico social - porque não interessam verdadeiramente aos seus "fãs."

4. Resultados patrocinados

Ainda é apenas uma previsão, porque o Facebook não anunciou nada nesta área, mas o mais provável é que venha a lançar "resultados patrocinados" (à semelhança dos links patrocinados que aparecem no Google Search) e/ou anúncios que correm ao lado dos resultados da pesquisa. Em última análise, o motor de busca dentro do Facebook pode fazer com que os utilizadores não saiam da rede social para pesquisarem sobre um serviço, um local, uma novidade, quando antes iriam ao Google ou ao Bing. Se o Facebook já é o site onde os cibernautas passam mais tempo, este motor tem o potencial de aumentar ainda mais a permanência. É uma mina de ouro para os anunciantes. E para o próprio Facebook.

5. Em progresso

Um projeto desta natureza vai levar anos até estar plenamente funcional, tal é a quantidade de informação que os utilizadores publicam no Facebook. E há mais de mil milhões neste momento. Para já, o algoritmo não consegue ir muito além dos interesses, fotos, locais e pessoas que tem na base de dados. Além disso, está limitado no tipo de informação que devolve na pesquisa, visto que depende do que os utilizadores partilharam com o público ou com os amigos. À medida que as pessoas forem partilhando e pesquisando mais, o algoritmo tornar-se-á mais "inteligente", tal como aconteceu com o Google Search.

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