Com o bom tempo a chegar, chega também a vontade de planear as próximas férias. E se tem por hábito alugar casa para este período de descanso, há alguns cuidados a ter para não ter dissabores.
A forma mais prática de procurar uma casa para alugar nas férias é recorrer à internet. O ideal é recorrer a um imóvel no qual já tenha passado férias ou a contactos de uma pessoa amiga ou de um conhecido. Mas se não for o caso, neste artigo, damos-lhe algumas dicas para evitar cair em burlas.
· Faça uma navegação no Google em anónimo, apague histórico e cache regularmente e aceite cookies apenas de sites de confiança;
· Desconfie dos anúncios em que os preços são muito convidativos, ou seja, estão bastante abaixo do valor de mercado;
· Anúncios que existam de um ano para o outro têm maior probabilidade de ser verdadeiros. Caso tivesse havido denúncias, já teriam sido removidos;
· Pesquise os dados do imóvel na internet, pois poderá haver referências a burlas anteriores;
· Peça outras fotografias do interior da habitação, além das anunciadas, e perguntando sobre os equipamentos ou serviços associados;
· Contacte associações locais de turismo ou as câmaras municipais para tentar confirmar a legalidade do arrendamento;
· Não se esqueça de que as plataformas servem apenas para facilitar o negócio. Não dão garantias de que o anúncio é verdadeiro, nem se responsabilizam por ele;
· Não clique em ligações ou descarregue ficheiros enviados por um e-mail desconhecido, mesmo que tenham o design semelhante a uma empresa ou marca popular. Confirme sempre quem é remetente;
· Nunca partilhe dados pessoais e dados bancários com ninguém;
· Desconfie de anunciantes que exigem pagamentos rápidos e através da utilização de serviços de transferências financeiras (por exemplo, MB Way, e aqui pode ver os conselhos para se proteger);
· Se possível, dispense um fim de semana para fazer uma visita;
· O pagamento com cartão de crédito é mais seguro pois os bancos têm mecanismos para controlar todas as entidades que podem aceitar pagamentos deste tipo;
· Guarde todos os registos de contactos realizados (chamadas, SMS, mails), porque podem dar jeito caso seja vítima de burla.
Para ter a certeza de que está a navegar num site fidedigno, há algumas questões a que deve estar atento.
Em primeiro lugar, repare no URL do site. É importante que confirme sempre esta ligação. URLs mal escritos são das táticas mais comuns que para enganar pessoas a visitar os seus websites maliciosos. Nestes casos, os domínios dos sites têm nomes muito semelhantes a outros, mas com caracteres ambíguos.
Depois, deve procurar pela política de privacidade. Quando se está a navegar num website e não se sabe se é legítimo ou não, algo a verificar é a existência de uma política de privacidade. Isto porque todos os sites legítimos têm uma, uma vez que são obrigados por leis de proteção de dados a explicar como protegem e processam os dados dos utilizadores.
Além da política de privacidade, deve também procurar por informações de contacto. Qualquer empresa legítima divulga a sua informação de contacto. Regra geral, consiste num formulário de contacto, e-mail ou número de telefone.
Também pode verificar se o site usa o HTTPS, através de um cadeado na barra de navegação. Este é um protocolo fundamental para a troca segura de dados entre o navegador e os sites visitados. Se o cadeado lá estiver, isso quer dizer que a ligação está protegida.
Pode ainda analisar o conteúdo do site. Se perceber que existem erros ortográficos ou gramaticais ou as imagens demonstrarem uma qualidade duvidosa, é muito provável que o site não seja de confiança.
Se for vítima de burla - imagine que chega ao alojamento e a casa não corresponde ao anunciado ou nem sequer existe - participe o caso às autoridades policiais, recorrendo a toda a documentação que tiver reunido: anúncio, e-mails, fotografias e comprovativos de pagamento.
Pode fazer a denúncia na Polícia de Segurança Pública (PSP) ou na Guarda Nacional Republicana (GNR).
E no caso de a burla ser online, pode fazer a participação através do e-mail do Gabinete Cibercrime da Procuradoria‑Geral da República (cibercrime@pgr.pt).
Também pode dar conhecimento de burlas online ao Centro Nacional de Cibersegurança (cert@cert.pt), embora esta comunicação não tenha valor de denúncia.
Se tiver chegado a fazer um pagamento, não se esqueça de informar o seu banco.
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