Investir em títulos de dívida pública, regra geral, tem vantagem sobre outros instrumentos financeiros do setor privado, uma vez que acarretam um risco menor. O conceito de risco está associado à maior ou menor probabilidade de os títulos virem a ser reembolsados, sendo que, no caso dos títulos com garantia do Estado esse risco é mínimo.
Na prática, ao investir nestes títulos, está a financiar o Estado e a ser reembolsado por isso
Em Portugal, existem três instrumentos de dívida pública, onde pode investir o seu dinheiro: certificados de aforro, certificados do tesouro ou obrigações do tesouro.
Mas será possível fazê-lo na dívida pública de outros países?
Sim. É possível diversificar os seus investimentos com obrigações estrangeiras. As obrigações emitidas por países denominam-se por soberanas.
Investir neste tipo de títulos pode ser complexo. Tem de estar a par de um conjunto alargado de conceitos e avaliar o risco do emitente. Por isso, a melhor opção passa por investir de forma indireta. Ou seja, através de produtos geridos por profissionais - corretores ou intermediários - que oferecem exposição a esta classe de ativos. Por exemplo, seguros de capitalização, de fundos de investimento em obrigações, de ETF (fundos cotados em bolsa) de dívida e de produtos indexados às obrigações.
Os intermediários financeiros ou corretores disponibilizam o acesso a uma grande variedade de fundos de obrigações das maiores gestoras mundiais. Mas atenção, deve ser ter em conta o risco cambial.
Ao optar por produtos financeiros de outros países vai poder segmentar melhor os seus investimentos, uma vez que existem muitos fundos que têm a carteira aplicada somente em obrigações específicas (corporativas, soberanas, high yield, tesouraria, entre outras).
Antes de começar a investir, é essencial estar bem informado sobre as características do produto onde vai colocar o seu dinheiro, por isso deve pesquisar informação em fontes fiáveis que lhe permitam aumentar os seus conhecimentos sobre esta área.
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Mas, além de aumentar o seu conhecimento, há mais cuidados a ter em conta. Tais como:
· Identificar o seu perfil de risco: Deve perceber qual é o seu nível de tolerância ao risco, objetivos e forma como lida com a eventual perda de capital para perceber em que tipo de produtos deve investir.
· Estabelecer objetivos: Antes de tomar qualquer decisão deve definir os seus objetivos. Por exemplo, pode ter como objetivo aumentar o seu rendimento para a altura da reforma, ou adquirir algo no curto ou médio prazo.
· Perceber que não existem "melhores investimentos": O melhor investimento vai depender do perfil e objetivos de cada um. Ou seja, cada pessoa tem a sua estratégia de investimento, os seus objetivos e os seus montantes disponíveis.
· Diversificar a carteira: Diversificar é a chave. Os ativos não se comportam todos da mesma forma, em todos os momentos, por isso, com uma carteira diversificada, a perda num deles poderá ser compensada por ganhos nos restantes.
[Artigo atualizado pelas 17h25 de terça-feira]