Comprar casa. Taxa de esforço subiu para 41%

Segundo o Portal Idealista estes valores prendem-se com a subida das taxas de juro dos últimos meses.
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Já está em 41% a taxa de esforço para comprar casa em Portugal. Em comparação, no ano passado, as famílias portuguesas destinavam 28% do seu rendimento para aquisição de habitação. Os dados são do Idealista, que aponta a subida acentuada das taxas de juro, que têm acontecido nos últimos meses, como a responsável pelo aumento deste esforço financeiro por parte dos portugueses.

De acordo com aquele portal - que cruzou os preços de venda em setembro de 2022 com os custos financeiros da compra de uma casa e a estimativa do rendimento familiar nesse mesmo período - esta é uma situação recorrente e comum em todo o continente nacional.

Lisboa foi o distrito onde este aumento mais se notou. Neste distrito o esforço para aquisição de casa aumentou de 39% do rendimento familiar no terceiro trimestre de 2021 para 58% este ano. Faro, Setúbal, Porto e Madeira ficam nos lugares seguintes desta lista com aumentos de 31% para 45%, 24% para 38%, 29% para 41% e 23% para 35%, respetivamente.

Já no que toca às menores subidas, esta registaram-se nos distritos de Viana do Castelo, que aumentou 3%, passando dos 17 para os 20%, no terceiro trimestre deste ano. Os restantes distritos são Portalegre (dos 11% aos 14%), Beja (dos 13% aos 16%), Évora (dos 15% aos 20%) e Guarda (dos 12% aos 16%).

É igualmente no distrito de Lisboa que os habitantes fazem um maior esforço para comprar casa e onde 58% do rendimento familiar vai para esta operação.

Seguem-se os distritos de Faro (45%), Porto (41%), Setúbal (38%), ilha da Madeira (35%), Aveiro (27%), Leiria (25%), Braga (25%), Coimbra (23%), Vila Real (23%), Viana do Castelo (20%), Viseu (20%), ilha de São Miguel (20%) e Évora (20%).

Os distritos que dedicam menos esforço são Portalegre (14%), Guarda (16%), Beja (16%), Castelo Branco (17%), Bragança (18%) e Santarém (19%).

É novamente em Lisboa onde se verifica a maior subida e onde onde o esforço financeiro para pagar a casa passou de 53% a 76% do rendimento familiar. Seguem-se as subidas do Funchal (de 25% a 41%), Porto (de 33% a 46%), Setúbal (de 23% a 36%) e Faro (de 25% a 38%), Évora (de 20% a 32%).

Em sentido inverso, Portalegre foi a capital de distrito onde menos aumentou a taxa de esforço para a compra de habitação, fixando-se entre os 11% e 15%, seguida por Castelo Branco (de 14% a 19%), Vila Real (de 18% a 23%), Santarém (de 14% a 20%) e Guarda (de 12% a 18%).

E, por cidades, Lisboa lidera novamente a lista de subidas. Quem mora na capital precisa de disponibilizar 76% do rendimento familiar para pagar a casa. Seguem-se o Porto (46%), Funchal (41%), Faro (38%), Setúbal (36%), Aveiro (35%), Évora (32%), Coimbra (31%), Braga (29%), Ponta Delgada (27%), Viseu (26%), Viana do Castelo (26%), Leiria (23%), Vila Real (23%), Beja (21%) e Santarém (20%).

As taxas de esforço mais baixas foram registadas em Portalegre (15%), Guarda (18%), Castelo Branco (19%) e Bragança (19%).

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