O consórcio constituído pela EDP, Águas de Portugal e a Leadership Business Consulting, que assumiu a gestão da empresa Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), terminou esta sexta-feira o contrato apoiado financeiramente pelo Banco Mundial.
"A mensagem que gostava de deixar a todos é que defendam a EAGB, porque será com um futuro melhor, que todos poderão aspirar a condições melhores", afirmou Mário Pereira, diretor-geral do consórcio, numa mensagem divulgada na página oficial da empresa na rede social Facebook.
Mário Pereira falava na cerimónia de transferência de poderes para Irineu da Silva, diretor-geral adjunto da empresa, que passa agora a assegurar a gestão da empresa.
O consórcio constituído pela EDP, a Águas de Portugal (AdP) e a Leadership Business Consulting (LBC) assumiu a gestão da EAGB em 2018, com base num contrato apoiado financeiramente pelo Banco Mundial no valor de 3,9 milhões de euros e válido até 2021, mas em março de 2020 abandonou a Guiné-Bissau devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus.
Em junho do mesmo ano, o Governo guineense decidiu suspender temporariamente o contrato de gestão e nomear um novo diretor-geral para a empresa.
Em julho de 2021, o Governo guineense voltou a entregar ao consórcio de empresas portuguesas a gestão da EAGB.
"Saímos daqui com a consciência tranquila, porque fizemos o máximo que pudemos, mas também com a noção de que ainda há muito por fazer", afirmou Mário Pereira.
O Governo guineense tinha informado o Banco Mundial em abril que se opunha à gestão da empresa EAGB pelo consórcio.