Os consumidores deverão gastar mais 28% em viagens nos próximos 12 meses, de acordo com o estudo Consumer travel spend priorities, realizado pela Outpayce. O gasto médio previsto ronda os 3422 dólares, o equivalente a 3136,96 euros, mais 753 dólares (ou 690,28 euros) por consumidor face ao ano passado.
Não obstante o cenário de incerteza económica que se faz sentir por todo o mundo, os consumidores parecem continuar dispostos a investir em viagens. De facto, quando confrontados com seis categorias de gastos distintos, as viagens internacionais ficaram no topo da lista dos consumidores, tendo sido apontadas por 47% destes como uma "alta prioridade" para os próximos 12 meses, mais 12% do que se tinha verificado em 2022.
A surgir em segundo lugar na lista de prioridades dos consumidores estão as viagens domésticas, essenciais para 36% das pessoas, refletindo uma diferença de 13% face ao ano anterior.
No que diz respeito às formas como os consumidores tencionam financiar as suas viagens, 40% pretende pagar as férias utilizando as suas poupanças, enquanto cerca de um terço prevê realocar gastos em outras coisas, tais como roupa e remodelações em casa, como forma de financiar as viagens.
Ainda assim, a tendência para utilizar serviços de buy now, pay later - compre agora, pague depois na tradução para português -, ainda é uma opção para 33% das pessoas, embora se verifique uma queda significativa face a 2022, quando 75% dos consumidores estavam dispostos a recorrer a estes métodos. Esta mudança de paradigma não se verifica só no financiamento de viagens, mas antes em todas as formas de crédito de curto prazo.
Além das intenções de gastos dos consumidores, o estudo em questão analisou ainda as tendências na forma como os viajantes realizam os seus pagamentos em período de férias.
Os serviços de tecnologia financeira que ajudem a evitar taxas de câmbio continuam a ser os preferidos pelos consumidores, sendo que 66% dos inquiridos revelaram ser mais propensos a escolher empresas que permitissem efetuar pagamentos na sua própria moeda.
Esta é uma forma de ter mais controlo sobre o custo da viagem, uma vez que pagar em moeda própria facilita o entendimento dos gastos, vantagem que levou a que mais 18% dos consumidores preferissem este método, comparativamente ao ano passado.
Para fechar o top 3 de métodos de pagamento preferenciais, surgem a utilização de cartões de débito pré-pagos para limitar taxas adicionais de câmbio, referidos por 47% dos consumidores e os cartões de crédito para acumular pontos, preferidos também por 47% dos indivíduos.