"Esta decisão do Tribunal da Concorrência é injusta", diz fonte oficial da Controlinveste. "Consideramos que a razão nos assiste porque a Autoridade da Concorrência (AdC) não cumpriu os prazos", continua a mesma fonte. "Estamos a analisar se vamos recorrer da decisão", adianta.
Em julho, após o chumbo da AdC à chamada Operação Triângulo, a Controlinveste, (detida por Joaquim Oliveira, acionista do Global Media Group, dono do Dinheiro Vivo), a NOS e a PT avançaram com uma ação argumentando que a operação - que previa a partilha de capital da empresa dos canais desportivos premium - tinha obtido uma aprovação tácita já que a AdC se tinha pronunciado fora do prazo legal.
Não foi este o entendimento do Tribunal da Concorrência que, em decisão datada de 28 de janeiro, julgou "totalmente improcedente a ação intentada pelas três empresas, que pretendiam que fosse declarada a nulidade da decisão da AdC de passagem a investigação aprofundada".
O regulador chumbou o negócio - depois de o levar para investigação aprofundada - por considerar que o mesmo poderia levantar obstáculos à concorrência no sector.