A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em fevereiro fechou esta quarta-feira no mercado de futuros de Londres em alta de 1,39%, para os 74,26 dólares.
O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, concluiu a sessão no International Exchange Futures a cotar 1,02 dólares acima dos 73,24 com que fechou as transações na terça-feira.
O Brent, que abriu as transações em torno dos 72 dólares, a ceder aos receios de um excesso de oferta perante uma oferta em risco de baixa, conseguiu inverter a tendência perto do final do dia.
As negociações do crude europeu evoluem por estes dias entre preocupações com as perspetivas da procura e perante uma produção crescente dos Estados que não integram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
Em declarações à Efe, o analista-chefe de Energia da IEA, Andy Mayer, disse que "se os preços continuarem baixos, apesar de ser inquietante para investidores e governos, vai ser uma boa notícia para a indústria e os consumidores, que têm de lidar com o aumento do custo de vida".
Na sua opinião, "se bem que fosse esperado um segundo inverno difícil para os preços da energia depois da invasão russa da Ucrânia, as surpreendentes, mas bem-vindas, descidas nos preços do petróleo e do gás refletem impactos secundários".
Avançou ainda que "o mundo está a fragmentar-se em blocos regionais, com uma crescente fricção comercial não apenas entre a Federação Russa e a União Europeia, mas também entre os EUA e a China", o que "inevitavelmente baixa o crescimento, tanto o atual, como o futuro".
Já Craig Erlam, analista da OANDA, assinalou, em declarações à Efe, que "as difíceis previsões económicas relativas ao próximo ano, fazem recear uma baixa da procura, particularmente na China, o que se articula com um aumento da produção petrolífera em países como os Estados Unidos, "que regressa a níveis recorde".
O OPEP+, disse em referência ao grupo que junta a OPEP com aliados, como a Federação Russa, "tem feito muito para lidar com o desequilíbrio, mas o que parece desta vez é que não chega. Especialmente quando muitos se interrogam sobre como é as quotas de produção vão ser cumpridas, perante os visíveis desacordos dentro da aliança".