A CP - Comboios de Portugal vai poupar 1,2 milhões de euros por ano através da fusão com a empresa de manutenção ferroviária EMEF. Foi concluída esta sexta-feira a fusão entre a CP e a EMEF, que tinha ficado definida no programa de investimento ferroviário no final de junho.
"A fusão por incorporação da EMEF na CP tem como objetivo eliminar redundâncias e condicionalismos decorrentes da anterior tipologia de gestão, de modo a otimizar os recursos e melhorar a articulação entre ambas as partes, numa operação que resulta numa redução de custos da ordem dos 1,2 milhões de euros por ano, de acordo com as conclusões dos estudos efetuado", refere a transportadora liderada por Nuno Freitas em nota de imprensa.
A empresa refere também que, depois da fusão, haverá menos dirigentes. "A CP reduz em 46% o número de diretores. Os 69 diretores existentes na soma das duas estruturas anteriores (CP e EMEF) passam para 37 na nova configuração orgânica. Em média, passa a existir 1 diretor por cada 100 trabalhadores", calcula a empresa.
A integração da EMEF na CP é uma das medidas do plano estratégico para a empresa pública, avaliado em 45 milhões de euros, e que foi apresentado, no final de junho, pelo ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos. Juntas, CP e EMEF vão recuperar, até ao final de 2022, 70 comboios que estavam encostados no Entroncamento e em Campolide.
O plano também prevê a contratação de 187 funcionários para a CP e a EMEF; e a reativação das oficinas da empresa de manutenção em Guifões, no Porto, que tinha sido encerrada em 2011.
A conclusão da fusão entre a CP e a EMEF foi comunicada no dia em que a transportadora revelou o aumento de 15% dos passageiros em 2019, para 145 milhões de utentes.