A luz verde chegou já de madrugada. Após uma reunião que se prolongou por 15 horas, os credores da Oi aprovaram o plano de recuperação judicial da operadora brasileira.
"A Diretoria acredita que o Plano aprovado atende a todas as partes interessadas de forma equilibrada e garante a viabilidade operacional e a sustentabilidade das Recuperandas, permitindo que a Oi invista para melhorar a qualidade dos serviços de telefonia fixa e móvel, banda larga e TV por assinatura e saia mais fortalecida ao final deste processo", lê-se no comunicado enviado ao mercado pela operadora.
A aprovação do plano, que acontece após um ano e meio de negociações, é um passo fundamental para evitar a falência da empresa. As dívidas da Oi ultrapassam os 16 mil milhões de euros (64 mil milhões de reais).
O plano prevê a troca de dívida por ações, o que vai permitir que os credores possam ficar com até 75% do capital da Oi. Até 28 de fevereiro de 2019 será feito um aumento de capital de quatro mil milhões de reais (mil milhões de euros).
Segundo a imprensa brasileira, após a reunião ter sido suspensa quatro vezes, o plano acabou aprovado pelos detentores de títulos internacionais, trabalhadores, fornecedores e pequenos credores.
A Agência Nacional de Telecomunicações, à qual a Oi deve 14 mil milhões de reais em multas, votou contra. O plano estabeleceu que esta dívida será paga ao longo de 20 anos.
Estiveram presentes na assembleia mais de 600 pessoas, representantes de 72,17% do valor das dívidas, sendo que destes, 99,6% aprovaram o plano.
A Pharol, acionista maioritária da operadora brasileira, já tinha revelado ser contra o plano proposto.