Crescimento das exportações e importações desacelera

As vendas ao exterior registaram um aumento homólogo de 18,9% em novembro.
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O crescimento homólogo das exportações e das importações de bens voltou a abrandar, para 18,9% e 16,2%, em novembro de 2022, "refletindo uma desaceleração dos preços", anunciou esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com as estatísticas do Comércio Internacional do INE, em novembro do ano passado "os índices de valor unitário (preços) registaram variações homólogas de +13,0% nas exportações e +14,1% nas importações (+14,5% e +14,2%, respetivamente em outubro de 2022)".

Como resultado, as variações homólogas nominais das exportações e das importações desaceleraram para +18,9% e +16,2%, respetivamente, face a +21,1% e +26,0%, pela mesma ordem, em outubro.

Em novembro, o INE salienta os aumentos nas exportações e importações de "material de transporte" (+22,2% e +35,6%, respetivamente) e de "combustíveis e lubrificantes" (+100,4% e +36,0%, pela mesma ordem) e nas exportações de "máquinas e outros bens de capital" (+30,9%).

Excluindo combustíveis e lubrificantes, registaram-se aumentos de 15,5% nas exportações e de 13,5% nas importações (+19,4% e +25,2%, respetivamente, em outubro de 2022). Os índices de valor unitário (preços) excluindo os produtos petrolíferos registaram variações de +11,8% nas exportações e +9,8% nas importações.

Relativamente ao mês anterior, em novembro de 2022 as exportações e as importações aumentaram 6,9% e 0,8%, respetivamente (-1,6% e -0,2% em outubro de 2022, pela mesma ordem).

Considerando o trimestre terminado em novembro, as exportações aumentaram 21,5% e as importações cresceram 23,8% em relação ao mesmo período de 2021, contra acréscimos de 25,4% e de 34,4%, pela mesma ordem, no trimestre terminado em outubro de 2022.

Em novembro do ano passado face ao mesmo mês de 2021, as exportações apresentaram acréscimos em todas as categorias, salientando-se o "material de transporte" (+22,2%, sobretudo para o Reino Unido e Itália), as "máquinas e outros bens de capital" (+30,9%, principalmente para Espanha) e os "combustíveis e lubrificantes" (+100,4%), maioritariamente com destino aos mercados extra-UE (União Europeia).

Nas importações destacam-se os acréscimos de "material de transporte" (+35,6%) maioritariamente do Canadá e de Espanha, e de "combustíveis e lubrificantes" (+36,0%), sobretudo de fornecedores extra-UE.

O INE salienta ainda a diminuição nas importações de "fornecimentos industriais" (-1,5%), sobretudo de produtos "químicos" da Irlanda.

Em novembro de 2022, tendo em conta os principais países parceiros em 2021, o INE aponta o aumento das transações com Espanha: +12,3% nas exportações, sobretudo de "máquinas e outros bens de capital" e +14,0% nas importações, principalmente de "produtos alimentares e bebidas" e "material de transporte".

Destaca também os acréscimos nas exportações para França (+17,3%), devido principalmente aos "fornecimentos industriais", e nas importações da Alemanha (+21,8%), sobretudo de "material de transporte".

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