Crise na bolsa? Como dar a volta aos mercados

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Se a crise financeira que estalou em 2008 levou as grande fortunas a direccionar o seu capital para activos mais seguros, a actual crise soberana pôs em dúvida a força de um dos seus maiores refúgios: a dívida pública. Agora a atenção está centrada em produtos como depósitos, mas os investidores dispõem de outras soluções que lhes permitem dormir descansados.

- Desinvestir do Euro: A moeda europeia começou a ter um comportamento duvidável face à elevada incerteza política e financeira que se instalaram na Zona Euro ao longo dos últimos meses. Ainda que alguns analistas expliquem a actual performance com as estratégias de desvalorização feitas pelos EUA ou pela China, o certo é que o euro vale hoje 1,355 dólares. O descalabro soberano ameaça novos resgates e até mesmo a possibilidade de um país sair da Zona Euro puseram as grandes fortunas em alerta máximo e passaram a desinvestir no Euro. "Ainda que a maior parte dos seus investimentos continua em euros, ultimamente tem aumentado muito a diversificação a outras divisas", afirmou um analista citado pelo CincoDias. "Dólares, francos suíços, coroas suecas e norueguesas e as divisas de países emergentes são agora a grande aposta", acrescentou.

- Escolher obrigações públicas com cuidado: A aversão sobre o euro nasceu da crise da dívida pública, que passou de um dos activos mais seguros para um activo estigmatizado. "Em termos de obrigações europeias, os investidores estão a optar por limitar a sua selecção a países de refúgio, mas cada vez são menos. Praticamente limitam-se à Alemanha e à Holanda", afirmou um analista ao CincoDias. "A aposta deve ser numa carteira com dívida pública de países sólidos em termos orçamentais e situados em mercados emergentes, como os asiáticos", acrescentou.

- Apostar no ouro: A troca de tendência verificada nas carteiras, que antes da crise estavam mais dispostas a investimentos de risco com alta rentabilidade, reluz especialmente no interesse despertado por metais preciosos. A estrela é o ouro, o tradicional activo de refúgio em tempos de turbulência, que alcançou o seu máximo histórico no início de Setembro, nos 1.900 dólares a onça troy.

- Investir na bolsa: Os números vermelhos da Bolsa não dão motivos aos investidores para sorrir, mas é preciso não esquecer que existem boas oportunidades de investimento no mercado de capitais. "Há acções que estão baratas, tudo depende do risco e do espaço temporal que o investidor queira assumir", afirmou um analista ao CincoDias. Na dúvida, o ideal é apostar em "sectores mais defensivos" ou "entrar em empresas tecnológicas norte-americanas, como a Microsoft, Apple, Intel e Cisco".

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