Eletricidade - Atualização no mercado regulado
No mercado regulado, as tarifas da luz acabaram de subir no dia 1 de outubro, na ordem dos 0,5 cêntimos por kWh (cerca de 3% de aumento na fatura mensal). Mas, no dia 15 de outubro, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) vai divulgar a sua proposta de atualização de preços para vigorar a partir de 1 de janeiro. Adicionalmente, o Governo desceu o IVA da eletricidade de 13 para 6% em alguns consumos, o que representa uma poupança média de 1,60 euros por mês.
Alimentação - Sinais de normalização nos mercados
Apesar de a fatura com as compras no supermercado estar a agravar-se, acompanhando a subida da inflação, nos mercados internacionais das matérias-primas alimentares a situação revela uma evolução de sentido contrário. De acordo com a FAO, o índice
de preços apurado pela organização das Nações Unidas está em queda há seis meses consecutivos, terminados em setembro. Deste índice fazem parte, nomeadamente, os cereais (com destaque para o trigo), o leite, os óleos e a carne.
Portagens - Inflação dita aumento "significativo"
Para a atualização das portagens ainda é preciso aguardar pela inflação de outubro, sem habitação, que o Instituto Nacional de Estatística deverá divulgar no próximo dia 31, em versão preliminar. O CEO da Brisa já disse, em julho, que o aumento das portagens no próximo ano deverá ser "significativo", caso o Governo nada faça, mas mostrou-se disponível para negociações que prevejam uma compensação à concessionária.
Combustíveis - Tendência de descida apesar de volatilidade
Hoje, os preços registam o maior aumento das últimas semanas, mas a evolução tem sido de alívio. Tanto o gasóleo como a gasolina atingiram recordes em junho. Desde aí, a tendência é de descida. Exemplificando: o gasóleo simples atingiu os 2,009 euros por litro no dia 22 de junho. No dia 5 de outubro, estava nos 1,757 euros (-12,5%). No caso da gasolina simples, o máximo foi alcançado no dia 8 de junho, com 2,188 euros, mas no dia 5 de outubro, estava nos 1,75 euros (-20,0%).
Gás natural - Pressão para subidas de preço
As tarifas do gás natural no mercado regulado também subiram no dia 1 de outubro, neste caso, um aumento de 3,9% face ao mês anterior. Mas, se tivermos em conta as atualizações ao longo do ano, o aumento é de 8,2% face ao ano anterior (2021-2022). O gás natural, bem como a eletricidade, estão a beneficiar do teto ibérico ao preço do gás no mercado grossista.
Rendas - Teto na subida das rendas
Se fosse um ano normal as rendas iriam aumentar 5,43% em 2023, por causa da taxa de inflação registada este ano. Mas o Governo, para mitigar o impacto da escalada dos preços e no âmbito das medidas de apoio às famílias, decidiu limitar a subida das rendas a 2% no próximo ano. Já os senhorios serão compensados da diferença (3,43%) por via fiscal. Espera-se que a proposta de Orçamento do Estado explique como.
Automóveis - À espera do Orçamento
As alterações orçamentais que o Governo possa anunciar hoje em sede de fiscalidade automóvel (ISV-Imposto sobre Veículos e IUC-Imposto Único de Circulação) poderão determinar um agravamento ou um alívio dos custos com os automóveis. Entram, nesta equação, os benefícios fiscais associados à mobilidade elétrica.