Os dados do desemprego nos Estados Unidos e na Europa serão os indicadores macroeconómicos a centrar a atenção dos investidores numa semana que deverá continuar a ser marcada pela crise da dívida soberana da zona euro.
"Na próxima sexta-feira, o relatório de emprego norte-americano de Novembro deverá apontar para a criação de 120 mil empregos, excluindo o sector primário, e para a manutenção da taxa de desemprego nos nove por cento", afirmou à agência Lusa a analista do BCP, Telma Santos, com base no consenso dos economistas contactados pela agência de informação financeira Bloomberg.
Já antes da divulgação deste indicador, que sai sempre na primeira sexta-feira do mês, o instituto privado ADP deverá informar que "foram gerados 130 postos de trabalho", acrescentou.
Na quarta-feira, o Eurostat divulga a taxa de desemprego da zona euro, sendo antecipada a manutenção nos 10,2% em Outubro.
No mesmo dia, o instituto de estatística divulga a primeira estimativa da taxa de inflação da zona euro, que "deverá apontar para a manutenção das pressões inflacionistas em Novembro nos 3%", antecipou a mesma analista.
Ainda do outro lado do Atlântico, serão conhecidos os indicadores ISM Indústria, prevendo-se que "a actividade na indústria deve continuar em expansão em Novembro" com a subida de 50.8 para 51.5 pontos
Nos Estados Unidos, estará também em destaque o mercado imobiliário, sobretudo a Vendas de Casas Novas e Pendentes e o Índice de Preços das Casas S&P/CS referente às 20 maiores cidades do país.
Ainda no último dia de Novembro será conhecido o Livro Bege da Reserva Federal norte-americana (Fed), que serve mensalmente o propósito antecipar a evolução das condições económicas nos Estados Unidos.
Os próximos dias também deverão ser preenchidos pelos receios de contágio a Espanha e a Itália, após a semana passada ter sido negativa para os mercados devido à crise da dívida soberana da zona euro.