Na edição deste mês, a revista da DECO - a Proteste Investe - analisou 44 preçários de 21 corretoras e concluiu que se pode poupar quase 1900 euros por ano se optar pelo intermediário mais barato.
De acordo com o estudo, "a plataforma GoBulling, do Banco Carregosa, e a iTrade, da corretora Orey Antunes, são as melhores opções para os cinco perfis analisados pela Proteste Investe".
A comissão fixa pela compra e venda de ações e a isenção de custos pela guarda de títulos permitem poupanças de mais de 50% face aos outros intermediários que operam pela Internet, o canal mais barato, revela a análise.
Para um pequeno investidor, com uma carteira de 12 mil euros e 10 ordens anuais, a GoBulling cobra cerca de 390 euros a menos do que a corretora mais cara para o perfil. No caso de um investidor agressivo, com uma carteira de 70 mil euros e 60 ordens anuais, a diferença é mais significativa: tanto a Go-Bulling como a iTrade exigem menos 1830 euros por ano do que o intermediário mais caro.
"Os subscritores da Proteste Investe e os associados da DECO beneficiam de um desconto ainda mais vantajoso face aos restantes investidores, no âmbito do protocolo com o Banco Carregosa: até 1876 euros anuais", diz o estudo.
O estudo revela também problemas na atividade de corretagem, apesar das melhorias em relação a estudos anteriores. "Deveria existir maior uniformização e clareza nos preçários" para ajudar os investidores a comparar custos entre intermediários, alerta a Proteste Investe. Expressões como '4bp por ano' ou 'taxa de bolsa de 2 euros por cada linha de negócio' são incompreensíveis para a maioria, considera.
A DECO vai informar a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários dos problemas detetados e pedir a criação urgente de um modelo de preçário único, a adotar por todos os intermediários financeiros.