Despedimentos em massa: Amazon prepara saída de 10 mil funcionários

Notícias avançadas pelo New York Times e Wall Street Journal apontam para 10 mil despedimentos na gigante a partir desta semana
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A deterioração da economia global e o rescaldo da pandemia de covid-19 são alguns dos fatores que estão a originar milhares de despedimentos nas empresas mais valiosas do mercado. Depois de Meta e Twitter, a próxima a planear despedimentos em massa será a Amazon, segundo notícias avançadas pelo New York Times (NYT) e Wall Street Journal (WSJ). O NYT fala de um corte de 10 mil funcionários na gigante do retalho, a começar esta semana, o que representa o maior despedimento em massa da sua história.

Segundo o jornal, o corte na força de trabalho terá impacto sobretudo na divisão de dispositivos, retalho e recursos humanos.

Esta medida reflete uma inversão completa em relação aos últimos dois anos, durante os quais a Amazon - e outras gigantes de Silicon Valley - aumentaram de forma considerável a sua força de trabalho. A Amazon passou de 798 mil funcionários no final de 2019, pouco antes de ser declarada a pandemia global de covid-19, para 1,6 milhões de empregados no final de 2021. Foi um aumento de 102% relacionado com a explosão de compras online por causa do confinamento.

Mas com os efeitos da elevada inflação e receios de uma recessão, o comércio eletrónico caiu e os consumidores voltaram a mudar o seu comportamento. Os resultados do terceiro trimestre ficaram abaixo do esperado e isso surpreendeu o mercado pela negativa, levando as ações da Amazon a cair 13% e a levar a sua capitalização bolsista para um nível inferior a 1 bilião de dólares, algo que não acontecia desde o pico da pandemia, em abril de 2020.

Agora, prevê-se que a época natalícia seja dececionante e o CEO da Amazon Andy Jassy, no cargo desde julho do ano passado, tem estado a reduzir custos. Estes despedimentos em massa - que no global representam 1% da força de trabalho - são a medida mais drástica nesse sentido.

No entanto, a Amazon não é caso único. A Meta anunciou na semana passada uma redução dramática de 13% dos seus quadros, ou 11 mil funcionários, e o Twitter despediu cerca de metade dos seus funcionários desde que Elon Musk assumiu o controlo da rede social.

Há também notícias de que a Disney pretende congelar novas contratações e irá fazer alguns despedimentos, e a Apple também decidiu travar contratações.

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