Nascida há 66 anos, em Belo Horizonte,
no estado de Minas Gerais, numa família de classe média, tendo por
pai um imigrante búlgaro, simpatizante comunista e advogado, e por
mãe uma professora, a herdeira política de Lula da Silva é formada
em Economia.
Mas foi justamente neste campo que mais fracassou nos
seus quatro anos de mandato, depois da eleição em 2010 para suceder
a Lula, de quem tinha sido ministra da Energia e chefe de gabinete.
De figura austera e pequena estatura,
mas forte e inflexível, tem sido apelidada de "Merkel brasileira"
e "dama-de-ferro da América Latina". Mantém o apoio das camadas
mais pobres, beneficiadas pelos programas sociais do governo PT, como
o "Bolsa Família" ou "Minha Casa, Minha Vida".
O fraco
crescimento da economia brasileira no seu mandato, os sucessivos
escândalos de corrupção envolvendo o PT e o descontentamento com
as políticas de transportes, saúde, educação e segurança, que
levou milhões às ruas em protestos nem sempre pacíficos, no ano
passado e já este ano, a pretexto da realização da Copa do Mundo
num país com tão graves carências, desgastaram-lhe porém a imagem.
Supersticiosa, ávida leitora confessa
e fã da série Guerra dos Tronos, promete substituir o ministro das
Finanças se for reeleita, empreender uma reforma fiscal e continuar
a aumentar o salário mínimo.