Dilma Rousseff: Crise da zona euro é mais complexa que a de 2008

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A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, afirmou hoje que a crise na zona do euro é "mais complexa" e "mais crónica" do que a crise financeira que levou à queda do Lehman Brothers, em 2008.

"Acreditamos que essa combinação entre crise bancária e crise da dívida soberana é mais complexa do que aquela que levou à quebra do Lehman Brothers", afirmou Dilma Rousseff, num discurso durante o lançamento de mais um plano de incentivo à produção industrial no país.

A líder brasileira considerou ainda que os governos europeus têm encontrado "dificuldades" para chegar a um consenso e, quando este é possível, as medidas parecem não durar por muito tempo.

"Temos esperado, a cada reunião dos países europeus, que uma solução mais sistémica surja e de facto crie maior confiança", acrescentou Dilma Rousseff, recordando que a situação já começa a criar "problemas de confiança" dos mercados e da população.

Segundo Dilma Rousseff, o Brasil, ao lado dos demais países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), está a fazer a sua parte, tendo elevado, na última reunião do G-20, a sua contribuição para o Fundo Monetário Internacional.

Ao comentar sobre a situação do continente, a Presidente brasileira qualificou a União Europeia como um dos "melhores projetos da humanidade", o que torna sua preservação um "interesse de todos".

A governante mencionou ainda a dificuldade enfrentada pelos Estados Unidos, na retoma do crescimento, mas garantiu que o cenário não assusta o Brasil.

"Esse cenário preocupa-nos, mas não nos amedronta", ressaltou Dilma Rousseff.

As declarações da líder brasileira foram feitas após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter apresentado mais um plano de estímulo à economia interna, com a previsão de investimentos de 8,4 mil milhões de reais (cerca de 3,25 mil milhões de euros) em compras públicas de equipamentos.

Na ocasião, Dilma Rousseff garantiu que o seu Governo continuará a tomar as medidas necessárias para proteger o emprego, o rendimento e a produção do país.

"É óbvio que não somos uma ilha, sofremos consequências da diminuição do comércio internacional, mas a situação do Brasil é bastante confortável", reforçou.

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