O grupo alemão Axel Springer, que detém o portal Business Insider, anunciou na quarta-feira a compra de ações na Uber. O grupo alemão diz que a posição comprada foi "mínima" e que representa mais um investimento financeiro do que propriamente um investimento estratégico, segundo declarações da porta-voz do Axel Springer ao The Wall Street Journal.
Mais do que um tradicional grupo de comunicação social, o Axel Springer conta com investimentos em fase inicial em perto de 100 empresas. Isto faz parte de uma estratégia para diversificar negócio e crescer em outros sectores além dos media, segundo a porta-voz.
A operação surge numa altura em que a Uber está envolvida em várias polémicas: o CEO, Travis Kalanick, foi filmado a discutir com um motorista da Uber que se queixava que a queda no número de viagens não lhe garantia rendimento; houve ainda denúncia de alegado assédio sexual por parte de uma antiga trabalhadora da empresa. Este período ficou ainda marcado pela saída do número dois, Jeff Jones.
A Uber registou prejuízos de 2,8 mil milhões de dólares (2,63 mil milhões de euros) em 2016.