As vendas do DIA, o grupo dono do Minipreço, subiram 4,2% no terceiro trimestre, para 163,1 milhões de euros. É a terceira maior subida percentual no período no retalhista alimentar que fechou o período com 1,679,2 mil milhões de euros (+2,5%), apesar do recuo registado no Brasil, para vendas líquidas acumuladas de 5,2 mil milhões (+2,2%).
"A DIA continua com a sua trajetória positiva durante o terceiro trimestre e no acumulado do ano, graças aos esforços continuados de transformação que foram implementados e que se centraram na oferta melhorada dos frescos aos clientes", diz Stephan DuCharme, presidente executivo do grupo, citado em nota de imprensa.
"Os níveis mais reduzidos de turismo internacional durante o período de férias, visível no nível de tráfego em loja, não tiveram um impacto material no nosso desempenha anual até à data em Espanha e Portugal, já que se manteve um incremento ao nível da cesta média e continuamos com o nosso propósito de sermos a oferta de proximidade de eleição dos nossos clientes", diz.
"Temos ainda o apoio do desempenho positivo das vendas na América Latina, já que ambos os mercados oferecem sólidas vendas líquidas em moeda local. Em particular, o Brasil continua a beneficiar da melhoria da cadeia de fornecimento e de operações nas lojas, para além do arranque da nova estratégia comercial. O desempenho da Argentina continua sólido, apesar do desafiante contexto macroeconómico em que se encontra o país", diz o gestor.
Globalmente, no trimestre o retalhista fechou com 6.207 lojas, menos 7,6% do que face ao ano passado.
Desempenho de Portugal
Em Portugal o grupo registou 63,1 milhões de euros de vendas líquidas, uma subida de 4,2% face ao ano passado e de 1,1% no like for like.
"O novo modelo operativo e a otimização do sortido apoiaram os dados positivos do Like-for-Like, que compensaram o impacto negativo dos menores níveis de turismo nas principais cidades", diz o grupo.
"O novo modelo de franquia foi implementado em mais de 145 lojas, o que representa cerca de 60% da rede de franquia."
E nos restantes mercados?
Em Espanha, as vendas subiram 4,9% para mais de 1,1 mil milhões, "apesar da redução do número de lojas em 8% e dos efeitos estacionais negativos do período."
No like for like operação registou crescimento de 7,6% "sustentado na melhoria do sortido e na distribuição das lojas que refletem a nova oferta de frescos".
"O novo modelo de franquia já foi implementado em mais de 700 lojas até setembro, o que representa cerca de 65% do número de franquias em Espanha".
No Brasil, as vendas "cresceram 20% em moeda local, apesar da redução de 12% no número de lojas como consequência do encerramento de localizações não rentáveis. O montante da venda em euros está impactado pela desvalorização do real brasileiro em cerca de 30% durante o período."
O mercado fechou o período com 233,3 milhões de euros, uma quebra de 15,8% face ao período homólogo, com o like for like a subir 17,5%, "graças às medidas de transformação, nas quais se incluem uma oferta melhorada do sortido e o desenvolvimento continuo de marca própria."
"Foi alcançado um acordo com os sócios locais para vender as operações do Rio Grande do Sul, que representam 79 lojas (sobre o total), como parte da estratégia de crescimento e rentabilidade sustentada no estado de São Paulo", informa o grupo.
O mercado argentino sobe 17,3% no trimestre as vendas, para 181,3 milhões de euros, embora o like for like recue 3,5% impactado "pela baixa confiança do consumidor e dos níveis de consumo."