A Jerónimo Martins está a estudar a entrada na produção de salmão em aquacultura, anunciou Pedro Soares dos Santos, CEO do grupo dono do Pingo Doce, durante a conferência de apresentação das contas do grupo que fechou 2017 com lucros de 385 milhões.
"Vamos começar este ano uma experiência de salmão, com uma empresa norueguesa", revelou o CEO do grupo. "Concluímos que no mar de Aveiro talvez seja possível, mas salmão made by Pingo Doce talvez só daqui a dois anos se tivermos sorte", diz.
O grupo, através da JM Agrolimentar, desenvolve produção em regime de aquacultura de dourada e robalo, na Madeira e Sines. Na operação da Madeira o objetivo este ano é duplicar das atuais 500 toneladas de produção, para mil toneladas.
Este ano, tal como tinha avançado o Dinheiro Vivo, o grupo concluiu a compra de 1.100 hectares no Alentejo, para a produção de carne bovina Angus. A terceira herdade que se junta a Manhente (Barcelos) e Cartaxo, uma aposta que exigiu um investimento de 25 milhões de euros, cinco dos quais deverão ser realizados este ano nas operações no Cartaxo e na herdade em Monte Trigo.
"Os investimentos que tínhamos a fazer nesta área já os fizemos. Vamos começar a desenvolver", disse Pedro Soares dos Santos.
Para maio, está previsto o arranque da fábrica de leite em Portalegre, onde o grupo investiu 40 milhões.