E-Commerce num momento de incerteza

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Quinta-feira, 23 de Abril, 10.30am. Hoje, pela 2ª vez tocam à campainha. Depois da entrega da Worten às 9.30am, chegou agora a encomenda da Garrafeira Nacional. Estou ainda à espera da encomenda do café e do suporte para o Tablet do meu filho mais velho (fundamental para que a professora o consiga ver nas “e-aulas”).

Portugal está a assistir a um crescimento significativo do e-commerce. Não apenas no sector alimentar, mas também em diversas categorias onde destacaria o home office (impressoras, tinteiros, cadeiras de escritório, etc), a electrónica, o entretenimento (consolas, livros, etc) e o home gym/fitness. Seguir-se-ão as áreas de moda, casa e decoração, entre outros.

Este crescimento tem exposto algumas das debilidades do e-commerce em Portugal ao nível da infra-estrutura - sites que “vão abaixo”, da experiência do utilizador - temos muitos “novos compradores” que pura e simplesmente não entendem como comprar (sugiro que todos os CEOs experimentem fazer uma compra nos seus próprios websites através do telemóvel!), das operações internas - entrepostos e operações de picking pouco escaláveis, e também do measurement (perceber o que está ou não a funcionar). Isto para não falar das empresas que nem sequer estão online.

Assim, de repente, a “equipa do e-commerce”, que era responsável pela “loja online” (que em muitos casos era a 5ª, 10ª ou 20ª maior loja) passou a ser o “centro” da organização e os elementos da estrutura para quem todos olham na expectativa de tentar minimizar o brutal impacto do encerramento do offline.

Tal como na China, também na Europa este crescimento do E-Commerce veio para ficar. Não só porque aqueles que já compravam passaram a comprar ainda mais, mas também, e sobretudo, pelo enorme número de portugueses a quem se abriu um novo mundo das compras pela internet.

Durante as próximas semanas, partilharemos a nossa visão sobre o que é necessário fazer para não ficar para trás, nomeadamente em 4 áreas específicas: i) Como adaptar-se às vendas online?; ii) Tecnologia e Data enquanto vectores de aceleração; iii) Experiência do utilizador, sabe quais as dores do seu cliente?; e iv) Expansão internacional.

Bateram à porta. Deve ser o café…

Nuno Pimenta, industry head Travel, Retail & Startups na Google Portugal

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