A atitude do empreendedor, os mecanismos facilitadores para que o empreendedorismo aconteça e a cultura da comunidade no apoio ao empreendedorismo são determinantes para o desenvolvimento de uma ideia de negócio com sucesso.
Ser empreendedor em Portugal não é o mesmo que ser empreendedor num país onde até na banda desenhada as personagens vendem limonada. Onde o mais relevante é tentar. Onde se acredita mais nas pessoas e na sua atitude do que nos diplomas e competências formais e que devemos apoiar quem quer fazer a limonada mais deliciosa e não quem põe mais água na limonada.
E se nos ensinassem que vender limonada para ganhar uns trocos é mais relevante que obrigar os nossos familiares a comprar rifas para uma viagem de finalistas ou para uma causa que nem sabemos qual é? E se não fosse suficiente plantar uma qualquer árvore (para além de ter um filho e escrever um livro) e em alternativa ambicionássemos plantar um limoeiro, fazer limonada, vendê-la numa banca, investir o lucro na compra de uma bicicleta para distribuir limonada em eventos, onde apresentaríamos o nosso projeto a alguém com recursos para apoiar a sua concretização?
Para empreender, para arriscar, é preciso saber que corrida vamos correr, e essa corrida não pode estar sempre a ser alterada a favor de uns "brincalhões" destruidores de sonhos e de futuros.
Aos decisores políticos "só" cabe a tarefa de criarem ambiente propício para que seja possível emergir uma atitude de "fazer acontecer", com regras e responsabilidades, não condicionando, antes criando respostas aos novos paradigmas - e não repetindo respostas que já não são solução.
Como é que fazemos isso? Começando por criar o contexto para educar de forma inspiradora a atitude de empreender e os proveitos associados, em todas as fases do percurso escolar e em todos os setores de atividade.
Não é preciso ensinar a sonhar, a acreditar, a desenhar o caminho. Precisamos, sim, de criar o contexto para que os empreendedores possam sonhar e acreditar nas suas capacidades.
Fica a sugestão.
Gestor