

A Agência Internacional de Energia (AIE) quer a maior libertação de sempre de uma reserva de petróleo, para fazer face ao impacto da guerra na oferta. Em causa estão 400 milhões de barris.
De acordo com a informação veiculada na comunicação social internacional, a proposta esteve em cima da mesa numa reunião extraordinária com os responsáveis. Posto isto, esta quarta-feira, 11 de março, vai ter lugar uma votação, entre os 32 países que compõem a agência.
O objetivo principal passa por "avaliar a atual segurança do abastecimento e as condições de mercado para fundamentar uma decisão subsequente sobre a disponibilização das reservas de emergência dos países membros da AIE", esclareceu Fatih Birol, diretor executivo da organização, numa reunião com os ministros da Energia do G7, na terça-feira.
Em causa está a guerra no Médio Oriente, que ameaça causar uma disrupção agressiva na oferta, na medida em que várias potências da indústria petrolífera se vêem afetadas. O Irão ameaçou atacar qualquer embarcação que tente fazer a travessia do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo produzido em todo o mundo, provocando potencialmente a maior crise de sempre no setor.
Assim sendo, os responsáveis da AIE equacionam aumentar a oferta no mercado de forma extraordinária, de forma a conter as pressões acionistas. Pelas 10h30 desta quarta-feira, o barril de Petróleo Brent (referência na Europa) sobe mais de 3% e ronda os 90,50 dólares. Significa isto que se regista um acréscimo de 24% desde o início do conflito. De qualquer forma, o pico das tensões levou o preço para perto dos 120 dólares, na madrugada de segunda-feira.
A aprovação levaria o mercado a registar um disparo na oferta nunca antes visto, acima do dobro da maior decisão deste género tomada até à data. É que o recorde foram os 182 milhões de barris libertados em 2022, na sequência do início da guerra entre Rússia e Ucrânia.