A Allianz Trade prevê que a economia portuguesa continue a crescer acima da média da Zona Euro nos próximos anos, apesar de um abrandamento gradual. Depois de um avanço de 2,1% em 2024, o produto interno bruto deverá acelerar 1,9% em 2025 e manter esse ritmo em 2026, reduzindo‑se para 1,6% em 2027.A evolução trimestral aponta para um crescimento estável no curto prazo — cerca de 0,5% no quarto trimestre de 2025 e 0,4% nos primeiros trimestres de 2026 — sustentado sobretudo pela procura interna. O mercado laboral resiliente e uma inflação mais controlada são identificados como os principais suportes do desempenho doméstico, enquanto o menor dinamismo da economia europeia e a fragmentação do comércio internacional limitam o potencial de aceleração.No conjunto da Zona Euro, a Allianz Trade antecipa uma recuperação desigual e moderada, com crescimento estimado em 1,4% em 2025 e 1,1% em 2026, condicionada por dificuldades estruturais em economias chave como Alemanha e França. A Alemanha deverá registar uma recuperação modesta, beneficiando de estímulos fiscais e investimento em infraestruturas, mas ainda pressionada por constrangimentos demográficos e burocráticos. Espanha deverá continuar a crescer acima da média, apoiada pelo setor dos serviços.A nível global, o crescimento esperado é de 2,9% em 2026, com os EUA e a China a serem os principais motores, embora existam riscos relacionados com inflação, tensões comerciais e desigualdade setorial. Voltando ao caso português, a inflação deverá convergir para o objetivo do BCE, caindo para 2,0% em 2026. O relatório sublinha ainda que as insolvências deverão estabilizar em torno de 2,2 mil empresas por ano entre 2025 e 2027, aconselhando prudência face a riscos externos e custos de financiamento..Economia nacional cresce 2,4% no 3.º trimestre em termos homólogos