Marina de Ponta Delgada, Açores
Marina de Ponta Delgada, AçoresPedro Granadeiro/Global Imagens

Açores registam segunda redução homóloga consecutiva de dormidas turísticas em outubro

Esta duas descidas consecutivas surgem depois de 18 meses de crescimento no arquipélago.
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Os Açores registaram 370,7 mil dormidas em alojamentos turísticos no mês de outubro, menos 2% do que no período homólogo, segundo dados revelados esta sexta-feira, 28, pelo Serviço Regional de Estatística (SREA).

“Em outubro, no conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico (hotelaria, alojamento local e turismo no espaço rural) dos Açores registaram-se 370,7 mil dormidas, valor inferior em 2% ao registado no mês homólogo”, lê-se no relatório de Atividade Turística do SREA, divulgado hoje.

Esta é a segunda descida homóloga consecutiva, depois de 18 meses de crescimento no número de dormidas turísticas no arquipélago.

Segundo o SREA, a nível nacional, em outubro, houve uma variação homóloga positiva de 2,3%.

Nos primeiros 10 meses do ano, os Açores atingiram 4,2 milhões de dormidas em alojamentos turísticos, o que representou um crescimento de 4,9% face ao período homólogo.

Em outubro, a região contabilizou 112,9 mil hóspedes (menos 1,7%), com uma estada média de 3,28 noites, que baixou 0,4% em termos homólogos.

Os residentes no estrangeiro representaram mais de metade dormidas neste mês (68,8%), totalizando 255,1 mil, mais 0,8% do que em outubro de 2024.

Há sete meses que o mercado nacional regista uma redução de dormidas nos Açores face ao período homólogo. Em outubro foram menos 7,7%, com 115,6 mil dormidas (31,2% do total).

Entre os mercados externos, a Alemanha foi o maior mercado emissor, neste mês, com 51,8 mil dormidas (20,3% das dormidas de residentes no estrangeiro), apresentando, ainda assim, uma quebra de 3,1% face a outubro de 2024.

Em segundo lugar, surgem os Estados Unidos da América, com 35,5 mil dormidas (13,9%), apresentando uma redução de 7,4%, e em terceiro a Espanha, com 26,8 mil dormidas (10,5%) e uma descida de 3,1%.

Polónia (43,2%), Reino Unido (24,5%) e Israel (23,2%) foram os mercados com maior crescimento homólogo, enquanto Eslováquia (-29,2%), Chéquia (-15,4%) e Brasil (-14%) apresentaram as maiores quebras.

Com 207,4 dormidas, a hotelaria concentrou 56% da totalidade de dormidas turísticas no arquipélago, em outubro, seguindo-se o alojamento local, com 145,6 mil dormidas (39,3%) e o turismo no espaço rural, com 17,7 mil dormidas (4,8%).

As três tipologias registaram uma redução homóloga de dormidas neste mês. A mais expressiva ocorreu no turismo no espaço rural (-4,3%), seguindo-se a hotelaria (-2,6%) e o alojamento local (-0,9%).

Considerando apenas hotelaria e alojamento local, que concentraram 95,2% das dormidas, em outubro, só três das nove ilhas do arquipélago verificaram uma variação homóloga positiva: Corvo (18,6%), Santa Maria (11,2%) e Pico (1,1%).

A maior redução homóloga ocorreu na ilha Graciosa (-7,6%), seguindo-se São Jorge (-6,2%), Flores (-3,7%), Terceira (-3,7%), São Miguel (-1,9%) e Faial (-1,6%).

A ilha de São Miguel, a maior do arquipélago, concentrou 71,3% das dormidas em hotelaria e alojamento local (251,7 mil), neste mês, seguindo-se a Terceira, com 46,2 mil dormidas (13,1%), o Faial, com 18,5 mil dormidas (5,3%) e o Pico, com 18,2 mil dormidas (5,2%).

O mercado nacional destacou-se com maior peso nas dormidas nas ilhas Graciosa (78,4%), Santa Maria (61,1%), Terceira (57,3%) e Corvo (53,3%).

Entre os mercados externos, o alemão foi predominante nas ilhas do Pico (24,6%), São Jorge (16,0%), Faial (15,6%), São Miguel (14,0%), Corvo (10,9%), Santa Maria (7,4%) e Graciosa (6,1%), o espanhol nas Flores (14,5%) e o norte-americano na Terceira (8,4%).

Na hotelaria, a taxa líquida de ocupação por cama atingiu 51,1% em outubro (menos 3,4 pontos percentuais) e os proveitos totais subiram 6,7% para 16,9 milhões de euros.

Já o turismo no espaço rural apresentou uma taxa líquida de ocupação por cama de 39,5% (menos 3,3 pontos percentuais) e proveitos totais de 1,7 milhões euros (mais 2,6%).

No alojamento local, não são apresentados dados sobre os proveitos, mas a taxa bruta de ocupação por cama foi de 29,7% (menos 1,9 pontos percentuais).

Segundo o relatório, 31,8% dos estabelecimentos de alojamento local ativos reportaram que não tiveram movimento de hóspedes em outubro.

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