A atividade das empresas da zona euro desacelerou em dezembro, com o ritmo a atenuar-se para o nível mais baixo desde setembro passado, apontando para uma perda de impulso no final de 2025.A pesquisa publicada pela S&P Global e pelo Hamburg Commercial Bank afirma que o ritmo de expansão atenuou-se para 51,5 pontos em dezembro, contra 52,8 pontos em novembro.Apesar deste revés, a média dos últimos três meses foi a mais alta desde o segundo trimestre de 2023 e a zona euro conseguiu registar a 12.ª melhoria mensal consecutiva no dinamismo do setor privado.A procura de bens e serviços cresceu mais lentamente e os pedidos pendentes de execução diminuíram a um ritmo mais rápido. Por sua vez, a criação de empregos acelerou.Já os custos dos fatores de produção avançaram para máximos de nove meses, o que refletiu um aumento generalizado dos preços a nível setorial, embora a velocidade da subida dos preços cobrados tenha permanecido inalterada em relação a novembro.Em relação ao futuro, as empresas europeias mostraram-se ligeiramente menos otimistas em relação aos próximos 12 meses do que em novembro. A queda na confiança foi impulsionada pelo setor de serviços, já que as expectativas de crescimento dos fabricantes industriais foram as mais positivas em quase quatro anos."A média do Índice PMI Composto revelou um nível visivelmente mais alto nos últimos três meses do ano do que no terceiro trimestre. [...] É provável que o crescimento do PIB tenha acelerado. O impulso decisivo vem do setor de serviços, enquanto o setor da indústria transformadora está enfraquecido", explicou o economista-chefe do Hamburg Commercial Bank, Cyrus de la Rubia."Em 2026, o setor de serviços deverá manter uma trajetória de crescimento económico moderado. É provável que a indústria beneficie de uma maior procura de equipamentos de defesa e máquinas de construção, necessários, entre outras coisas, para os projetos de infraestrutura da Alemanha. Como resultado, deveria ser possível voltar a atingir um crescimento económico muito superior a 1%", completou. .Empresas da zona euro consideram impacto do acordo tarifário com EUA negativo