Avaliações bancárias da habitação sobem 17,3% em 2025 para 1.949 euros/m2

Todas as regiões registaram aumentos, com a Península de Setúbal a liderar a variação homóloga (+23,0%) e os Açores a registar o ganho mais moderado (+11,9%).
Avaliações bancárias da habitação sobem 17,3% em 2025
Avaliações bancárias da habitação sobem 17,3% em 2025
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O valor mediano das avaliações bancárias para habitação em Portugal subiu 17,3% em 2025 face a 2024, atingindo 1.949 euros por metro quadrado, revela esta terça-feira, 27, o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Todas as regiões registaram aumentos, com a Península de Setúbal a liderar a variação homóloga (+23,0%) e os Açores a registar o ganho mais moderado (+11,9%).

Por tipologia, as avaliações integradas em pedidos de crédito para compra de casa destacaram‑se nos apartamentos, que aumentaram 21,0% para 2.239 euros/m2, enquanto as moradias cresceram 11,5%, para 1.435 euros/m2 (contra 1.851 euros/m2 e 1.287 euros/m2 em 2024, respetivamente). Em dezembro de 2025, o valor mediano situou‑se em 2.081 euros/m2, mais 1,0% face a novembro e 19,1% acima de dezembro de 2024.

O INE contabilizou 34.496 avaliações em dezembro (21.488 apartamentos e 13.008 moradias), uma redução de 7,2% face ao ano anterior e de 4,9% relativamente a novembro.

A Grande Lisboa foi a região com maior subida mensal (+1,7%) e manteve os preços mais elevados: 3.199 euros/m2 nos apartamentos e 2.751 euros/m2 nas moradias. O Algarve registou também níveis altos nos apartamentos (2.758 euros/m2). Em contraste, Alentejo e Centro apresentaram os valores médios mais baixos entre as grandes regiões.

No mês em análise, o valor mediano dos apartamentos aumentou 23,1% em termos homólogos, com a Península de Setúbal a registar o maior crescimento regional (+29,2%).

Entre tipologias, T1 recuaram ligeiramente para 3.113 euros/m2, enquanto T2 e T3 subiram para 2.495 euros/m2 e 2.090 euros/m2, representando 92,8% das avaliações de apartamentos. Nas moradias, o valor mediano foi 1.516 €/m2, com T2 e T3 a subir e T4 a registar uma ligeira queda.

As diferenças regionais permanecem acentuadas: regiões do interior como Alto Tâmega e Barroso, Terras de Trás‑os‑Montes e Alto Alentejo continuam muito abaixo da mediana nacional, com descontos superiores a 50%.

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