A banca reviu em alta a proposta de aumentos salariais para os trabalhadores, de 1,5% para 1,8% nas negociações com os sindicatos afetos à UGT, mas as estruturas sindicais continuam a considerar que é um valor insuficiente.Num comunicado hoje divulgado por Mais Sindicato, Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal (SBN) e Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias (SBC), os três sindicatos acusaram a banca de ter voltado “a mostrar a sua arrogância e desprezo pelos trabalhadores” com esta proposta.Na reunião, que decorreu em 15 de janeiro, os três sindicatos admitiram baixar a sua reivindicação de um aumento de 5,7% para 4,6%, “um claro sinal de responsabilidade e abertura negocial”, mas tomaram a resposta do setor como “acenando com migalhas”.“Em resposta, os banqueiros limitaram-se a um movimento de aproximação irrisório: passaram de 1,5% para 1,8%, quando a inflação prevista se situa nos 2,3% (sem ter em linha de conta o custo da habitação”, referem, acrescentando que a proposta impõe “perdas reais de poder de compra”.Os sindicatos sublinharam que a proposta do setor não acompanha a inflação, reconhece o esforço dos trabalhadores ou reflete a realidade económica do setor, “apesar dos lucros fabulosos”.Mais, SBN e SBC consideram que são os trabalhadores que “diariamente constroem os lucros formidáveis e recorrentes” que os bancos apresentam e que “não aceitarão que os bancários continuem a pagar a fatura da ganância patronal”..Governo prepara nova taxa sobre a banca no primeiro semestre de 2026